OMS diz que dexametasona é avanço contra covid-19

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Publicado quarta-feira, 17 de junho de 2020 as 11:03, por: CdB

Organização saúda resultado de estudo divulgado pela Universidade de Oxford e afirma que, pela primeira vez, há um tratamento comprovado que reduz a mortalidade em pacientes com respiradores.

Por Redação, com DW e Reuters – de Londres/Berlim

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou nesta quarta-feira que a utilização do esteroide dexametasona, que reduziu significativamente a mortalidade em pacientes seriamente afetados pelo novo coronavírus, é um avanço científico na luta contra a pandemia de covid-19.

A dexametasona tem sido usada desde os anos 1960 para várias doenças
A dexametasona tem sido usada desde os anos 1960 para várias doenças

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que se trata do primeiro tratamento comprovado que reduz a mortalidade em pacientes que apenas conseguem respirar com o uso de respiradores.

– São boas notícias e congratulo o governo britânico, a Universidade de Oxford e os muitos hospitais e pacientes no Reino Unido que contribuíram para esse avanço científico capaz de salvar vidas – acrescentou.

O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, na sigla inglesa) vai começar a utilizar dexametasona para combater a doença provocada pelo Sars-CoV-2, depois de um amplo estudo, feito para encontrar um medicamento eficaz no combate contra a pandemia.

O secretário de Estado da Saúde, Matt Hancock, disse que o NHS está trabalhando para incluir o medicamento no tratamento padrão da covid-19. Ele acrescentou que o medicamento já está disponível e que o Reino Unido tem 200 mil unidades armazenadas e prontas para serem utilizadas desde março.

Cientistas britânicos anunciaram nesta terça-feira que a dexametasona, um esteroide barato e amplamente disponível, reduziu a mortalidade em pacientes em respiradores em até um terço, e naqueles que precisavam de oxigênio, em um quinto. Esses resultados só foram observados em pacientes em estado grave. O estudo foi efetuado por vários cientistas e ainda não foi revisado por outros especialistas.

A dexametasona tem sido usada desde os anos 1960 para reduzir a inflamação em várias doenças, incluindo pacientes com câncer, e está na lista de medicamentos essenciais da OMS desde 1977. Por isso, está fora de patente e prontamente disponível em todo o mundo.

Vacina contra o coronavírus

Uma vacina contra a covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, fabricada pela empresa CureVac pode estar no mercado em meados de 2021, disse a companhia alemã nesta quarta-feira.

A CureVac pode ser capaz de postular a aprovação da vacina no início do ano que vem, acrescentou o presidente do PEI, o órgão regulador de vacinas na Alemanha, durante uma videoconferência conjunta com a empresa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lista 11 vacinas experimentais contra coronavírus sendo testadas em humanos atualmente, de acordo com uma tabela publicada em seu site.

Na segunda-feira, o governo alemão revelou um acordo para receber uma participação de 23% na CureVac em troca de uma injeção de 300 milhões de euros.

EUA

Mais tarde no mesmo dia, um documento do Ministério das Finanças visto pela agência inglesa de notícias Reuters mostrou que a empresa controlada por Dietmar Hopp, cofundador da SAP, planeja um oferta pública inicial nos Estados Unidos no mês que vem.

Na semana passada, a Alemanha e países parceiros da União Europeia prometeram recursos para a produção de uma vacina experimental sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca, dizendo que precisam apostar em várias outras candidatas.

Reino Unido e EUA já assumiram compromissos para garantir centenas de milhões de doses da vacina da AstraZeneca, que se baseia na chamada tecnologia de vetor viral, e desenvolvedores de todo o mundo se preparam para começar a fabricar antes mesmo de saber se suas candidatas passarão pelos testes.

Reportagens de março segundo as quais os EUA tentaram ter acesso à CureVac ou sua vacina provocaram uma reação política na Alemanha, onde membros do governo pediram que ela continue sendo de propriedade alemã.

A administração da CureVac nega ter recebido ofertas dos EUA.

A empresa, que tem sede em Tuebingen e é apoiada pela Fundação Bill & Melinda Gates, está usando a abordagem conhecida como RNA mensageiro, como a BioNTech e sua parceira Pfizer, além da Moderna.

A Translate Bio e sua parceira Sanofi também estão trabalhando em uma vacina de RNA mensageiro contra o coronavírus.