OMS diz que mortes ligadas à covid-19 dispararam na Europa desde março

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Publicado quinta-feira, 28 de maio de 2020 as 11:00, por: CdB

Desde o início de março, morreram cerca de 159 mil pessoas a mais do que se esperaria normalmente em 24 países europeus, disse uma autoridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira, com uma “proporção significativa” deste pico ligada à covid-19.

Por Redação, com Reuters – de Zurique/Genebra

Desde o início de março, morreram cerca de 159 mil pessoas a mais do que se esperaria normalmente em 24 países europeus, disse uma autoridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira, com uma “proporção significativa” deste pico ligada à covid-19.

Agentes de saúde prestam homenagem a colega morto por coronavírus em Leganes, Espanha
Agentes de saúde prestam homenagem a colega morto por coronavírus em Leganes, Espanha

Até agora, mais de dois milhões de pessoas adoeceram com o novo coronavírus na Europa, um aumento de 15% nas últimas duas semanas, e Rússia, Turquia, Belarus e Reino Unido lideram as novas infecções, disseram autoridades europeias da OMS em um telefonema. Mais de 175 mil pessoas já morreram.

Embora a cifra de mortes em excesso leve em conta todas as causas de mortalidade, Katie Smallwood, uma especialista em emergências da OMS, disse que o fato, registrado no momento em que milhares de pessoas estavam morrendo em unidades de tratamento intensivo em locais como o norte da Itália, a França, a Espanha o e Reino Unido, aponta para o impacto mortal da covid-19.

Pico de mortalidade

– O que vimos muito claramente é o que pico de mortalidade em excesso corresponde ao pico da transmissão da covid-19 nestes países – disse Smallwood aos repórteres. “Isto nos dá uma indicação muito boa de que uma proporção muito significativa destas mortes em excesso está ligada e se deve à covid-19”.

Smallwood disse que países como Alemanha, Suíça e outros que podem amenizar restrições a locais como bares, casas noturnas e outros pontos de aglomeração precisam ter ferramentas de detecção de doenças robustas e sistemas de exame e rastreamento em funcionamento em primeiro lugar para ajudar a impedir uma possível “segunda onda” onde a epidemia pode ressurgir.

Novas fontes de financiamento

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou nta quarta-feira a criação de uma fundação que permitirá ao organismo buscar novas fontes de financiamento, incluindo o público em geral.

A Fundação OMS está sendo estabelecida como uma entidade de subvenção independente que apoiará os esforços da organização para tratar dos desafios globais de saúde mais prementes obtendo novos fundos de “fontes não tradicionais”.

Os Estados Unidos suspenderam suas doações à OMS neste ano depois que o presidente Donald Trump se queixou da maneira como a OMS esta administra a pandemia de coronavírus e a acusou de ser “chinocêntrica”. Trump cobrou em carta a Tedros que a OMS se comprometa a realizar reformas dentro de 30 dias.

Tedros, no entanto, disse que a criação da Fundação OMS não tem nada a ver com “questões de financiamento recentes”.

Ainda neste mês, ele disse que o orçamento anual de cerca de US$ 2,3 bilhões é “muito, muito pequeno” para uma agência global, sendo semelhante ao de um hospital de médio porte no mundo desenvolvido.

Ele ainda disse que as fontes de financiamento são incertas demais, já que dependem excessivamente de um “financiamento flexível” que pode oscilar.

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