OMS espera produção de milhões de doses da vacina neste ano

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Publicado quinta-feira, 18 de junho de 2020 as 12:41, por: CdB

A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera que centenas de milhões de doses de uma vacina contra a covid-19 possam ser produzidas neste ano e 2 bilhões de doses até o final de 2021, disse a cientista-chefe Soumya Swaminathan nesta quinta-feira.

Por Redação, com Reuters – de Genebra/ Londres

A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera que centenas de milhões de doses de uma vacina contra a covid-19 possam ser produzidas neste ano e 2 bilhões de doses até o final de 2021, disse a cientista-chefe Soumya Swaminathan nesta quinta-feira.

Profissionais na linha de frente e vulneráveis podem ter prioridade
Profissionais na linha de frente e vulneráveis podem ter prioridade

A OMS está elaborando planos para ajudar a decidir quem deveria receber as primeiras doses uma vez que uma vacina seja aprovada, afirmou a cientista.

A prioridade seria dada a profissionais da linha de frente, como médicos, pessoas vulneráveis por causa da idade ou outra doença e a quem trabalha ou mora em locais de alta transmissão, como prisões e casas de repouso.

– Estou esperançosa, estou otimista. Mas o desenvolvimento de vacinas é uma empreitada complexa, ele envolve muita incerteza – disse ela. “O bom é que temos muitas vacinas e plataformas, então, se a primeira fracassar ou se a segunda fracassar, não deveríamos perder a esperança, não deveríamos desistir.”

Vacinas em potencial

Cerca de 10 vacinas em potencial estão sendo testadas em humanos na esperança de que uma possa se tornar disponível nos próximos meses para prevenir a infecção. Países já começaram a fazer acordo com empresas farmacêuticas para encomendar doses antes mesmo de se provar que alguma vacina funciona.

Swaminathan descreveu o desejo por milhões de doses de uma vacina ainda neste ano como otimista, acrescentando que a esperança de até 2 bilhões de doses de até três vacinas diferentes no ano que vem é um “grande se”.

A cientista afirmou que os dados de análise genética coletados até agora mostraram que o novo coronavírus ainda não passou por nenhuma mutação que alteraria a gravidade da doença que causa.

OMS suspende testes com hidroxicloroquina

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na quarta-feira que os testes com o medicamento hidroxicloroquina em seu grande estudo de tratamentos para pacientes com covid-19 em vários países foi interrompido, após os resultados de outros estudos não mostrarem benefício do medicamento contra malária para tratar a doença respiratória provocada pelo coronavírus.

A especialista da OMS Ana Maria Henao-Restrepo disse que os pesquisadores que lideram o chamado Estudo de Solidariedade que testam a droga, promovida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo presidente Jair Bolsonaro, revisaram evidências recentes e decidiram parar de recrutar novos pacientes.

– Após deliberação, eles concluíram que a seção de testes de hidroxicloroquina será interrompida do estudo – afirmou Henao-Restrepo a jornalistas.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, a OMS disse que a decisão se baseou em evidências do próprio estudo, bem como de um estudo liderado pelo Reino Unido apontando que o medicamento não ajudou pacientes com covid-19 e de uma revisão de outras evidências sobre a hidroxicloroquina.

Os dados desses estudos “mostraram que a hidroxicloroquina não resulta na redução da mortalidade de pacientes hospitalizados com Covid-19”, segundo a OMS.

O comunicado informou que os pesquisadores não adicionariam mais pacientes ao teste da hidroxicloroquina.

Os pacientes

– Os pacientes que já iniciaram a hidroxicloroquina, mas que ainda não concluíram o curso no estudo, podem concluir o curso ou parar, a critério do médico supervisor.

A Food and Drug Administration dos EUA revogou na segunda-feira a autorização para uso de emergência da hidroxicloroquina no tratamento de covid-19, afirmando que não era mais razoável acreditar que a hidroxicloroquina e a droga relacionada cloroquina seriam eficazes no tratamento da doença.