OMS: velocidade da pandemia diminui, exceto no sudeste da Ásia e leste do mediterrâneo

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Publicado terça-feira, 25 de agosto de 2020 as 10:29, por: CdB

A pandemia de covid-19 ainda está se expandindo, mas a alta no número de casos e mortes desacelerou globalmente, exceto pelo sudeste da Ásia e pelo leste do Mediterrâneo, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por Redação, com Reuters – de Genebra

A pandemia de covid-19 ainda está se expandindo, mas a alta no número de casos e mortes desacelerou globalmente, exceto pelo sudeste da Ásia e pelo leste do Mediterrâneo, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Velocidade da pandemia diminui, exceto no sudeste da Ásia e no leste do mediterrâneo, diz OMS
Velocidade da pandemia diminui, exceto no sudeste da Ásia e no leste do mediterrâneo, diz OMS

Em sua atualização epidemiológica mais recente, divulgada na noite de segunda-feira, a OMS disse que as Américas continuam sendo a região mais duramente afetada, respondendo por quase metade dos novos casos registrados e por 62% das 39.240 mortes computadas em todo o mundo pela doença na semana passada.

Mais de 23,65 milhões de pessoas já foram infectadas pelo coronavírus globalmente e 811.895 morreram, de acordo com dados de uma contagem da Reuters nesta terça-feira.

“Mais de 1,7 milhão de novos casos de covid-19 e 39 mil novas mortes foram relatadas à OMS na semana que terminou em 23 de agosto, uma queda de 4% no número de casos e (uma queda de 12%) no número de mortes comparadas com a semana anterior”, disse a OMS.

O sudeste da Ásia, a segunda região mais afetada do mundo, registrou um salto que representa 28% dos novos casos e 15% das mortes, disse a entidade. A Índia continua a registrar a maioria dos casos, mas o vírus também se espalha rapidamente no Nepal.

Na região do leste do Mediterrâneo, o número de casos relatados subiu 4%, mas o número de mortes caiu consistentemente nas últimas seis semanas, disse a OMS. Líbano, Tunísia e Jordânia registraram os maiores aumentos de casos na comparação com a semana anterior.

Casos e mortes

Os números de casos e mortes registrados ao redor da África caíram 8% e 11% respectivamente na última semana, “primeiramente devido à queda nos casos registrada na Argélia, Quênia, Gana, Senegal e África do Sul”, disse o órgão.

“Na região europeia, o número de casos relatados aumentou consistentemente nas últimas três semanas”, disse a OMS. “No entanto, somente uma pequena alta (1%) foi registrada na semana mais recente, e o número de mortes continua a cair ao redor da região.”

Na região do oeste do Pacífico, o número de novos casos caiu 5%, devido a uma menor disseminação no Japão, Austrália, Cingapura, China e Vietnã. A Coreia do Sul registrou um salto de 180% nos casos “principalmente devido a uma elevação de casos associados à reuniões religiosas”.

OMS pede cautela com plasma

A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou na segunda-feira sua reticência em endossar o uso de plasma de pacientes recuperados de covid-19 para tratar os doentes, dizendo que os indícios que apontam sua eficiência continuam sendo de “baixa qualidade”, apesar de os Estados Unidos terem emitido uma autorização emergencial para essa terapia.

O chamado plasma convalescente, que é usado há tempos para tratar de doenças, emergiu como a polêmica política mais recente da corrida por terapias contra a covid-19.

No domingo, a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de remédios dos Estados Unidos, autorizou seu uso depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, acusar a agência de segurar o lançamento de vacinas e terapias por motivos políticos.

A técnica envolve a retirada de plasma rico em anticorpos de pacientes que se recuperaram da covid-19 para dá-los àqueles que estão sofrendo infecções ativas graves na esperança de que se recuperem mais rapidamente.

Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS, disse que só alguns testes clínicos com plasma convalescente produziram resultados, e que até agora os indícios não foram convincentes o bastante para aprová-lo, a não ser como uma terapia experimental. Embora alguns testes tenham mostrado algum benefício, explicou ela, estes foram pequenos e seus dados são inconclusivos por ora.

– No momento, ainda são indícios de muito baixa qualidade – disse Swaminathan em uma coletiva de imprensa. “Por isso, recomendamos que o plasma convalescente ainda seja uma terapia experimental, ele deveria continuar sendo avaliado em testes clínicos aleatórios bem concebidos.”

Os indícios são conflitantes: um estudo chinês apontou que o plasma de duas pessoas que se recuperaram do coronavírus não fez diferença em pacientes hospitalizados, enquanto outra análise de diversos estudos mostrou que ele pode diminuir o risco de morte.

Um desafio, acrescentou Swaminathan, é a variabilidade do plasma, já que ele é colhido de muitas pessoas, produzindo um resultado menos padronizado do que os anticorpos monoclonais criados em laboratório.

Bruce Aylward, conselheiro-sênior da OMS, acrescentou que, além da eficiência do plasma, também existem riscos de segurança em potencial que precisam ser verificados.

– Existem vários efeitos colaterais – disse Aylward, que vão de febres suaves a lesões pulmonares graves ou sobrecarga circulatória. “Por esta razão, os resultados de testes clínicos são extremamente importantes.”

Neste mês, o Instituto Nacional de Saúde dos EUA anunciou que está dando vários milhões de dólares para um teste de estágio intermediário de plasma convalescente.