ONU se diz alarmada com mobilização militar ao redor da capital de Tigré

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Publicado terça-feira, 24 de novembro de 2020 as 11:52, por: CdB

A chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) expressou nesta terça-feira sua preocupação com relatos sobre a intensificação da presença de tanques e artilharia nos arredores de Mekelle, a capital regional de Tigré.

Por Redação, com Reuters – de Genebra

A chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) expressou nesta terça-feira sua preocupação com relatos sobre a intensificação da presença de tanques e artilharia nos arredores de Mekelle, a capital regional de Tigré, na esteira do ultimato do governo da Etiópia para uma rendição antes de um ataque.

Refugiado etíope do conflito em Tigré na fronteira entre Etiópia e Sudão
Refugiado etíope do conflito em Tigré na fronteira entre Etiópia e Sudão

Michelle Bachelet, a Alta Comissária dos Direitos Humanos da ONU, pediu que todos os lados emitam “ordens claras e inequívocas para suas forças” pouparem os civis, uma postura alinhada com a lei internacional.

Em um comunicado lido pela porta-voz Ravina Shamdasani em uma entrevista coletiva em Genebra, Bachelet expressou “alarme com os relatos sobre uma intensificação forte de tanques e artilharia ao redor de Mekelle, a capital da província de Tigré, após a emissão de um ultimato de 72 horas do governo”.

Tal retórica sugere possíveis violações da lei internacional durante o cometimento de hostilidades, que também poderiam equivaler a um crime de guerra por si só, acrescentou Shamdasani.

– Vimos um coronel etíope vir e dizer que não haverá misericórdia. Por outro lado, vimos a liderança da TPLF (Frente de Libertação do Povo do Tigré) dizer que estão prontos para morrer. Este é o tipo de retórica que é extremamente preocupante e que pode provocar ou pode levar a violações graves da lei humanitária internacional – acrescentou Shamdasani.

Também nesta terça-feira, forças de Tigré disseram ter destruído uma divisão do Exército etíope durante batalhas para controlar a região do norte, onde uma guerra de três semanas já matou centenas e causou alarme em todo o mundo.