ONU critica potências por ‘palavras vazias’ sobre ataque na Síria

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Publicado segunda-feira, 9 de abril de 2018 as 15:07, por: CdB

ONU criticou fortemente os membros do Conselho de Segurança nesta segunda-feira por oferecerem apenas “fracas condenações” ao ataque químico na Síria

Por Redação, com a agências internacionais – de Duma, Síria/Genebra:

O chefe de direitos humanos da ONU criticou fortemente os membros do Conselho de Segurança nesta segunda-feira por oferecerem apenas “fracas condenações” ao ataque químico na Síria, dizendo que a falta de uma reação mais forte pode ter graves consequências por décadas.

ONU critica potências por “palavras vazias” sobre ataque na Síria

– Diversos Estados muito poderosos estão envolvidos diretamente no conflito na Síria, e; mesmo assim, eles fracassaram completamente em impedir essa ameaçadora regressão em direção a um vale tudo de armas químicas – disse Zeid Ra’ad al-Hussein em comunicado.

– Esse desdém coletivo com mais um possível uso de uma das armas mais terríveis; já desenvolvidas pelo homem é incrivelmente perigoso.

Moscou acusa Ocidente de fabricar notícia falsa

Moscou afirma que informação de ataque químico contra reduto rebelde sírio é fabricada por países ocidentais. EUA dizem que russos “traíram Convenção sobre Armas Químicas ao proteger incondicionalmente Assad”.

Nesta manhã, a Rússia voltou a negar, categoricamente, as informações sobre um suposto ataque químico realizado por forças do regime sírio no reduto rebelde de Duma, nos arredores de Damasco.

— Negamos, categoricamente, tal informação e, assim que a cidade de Duma for libertada dos rebeldes, declaramos estar dispostos a enviar imediatamente nossos especialistas — disse o general Yuri Yevtushenko, chefe do Centro de Reconciliação russa na Síria.

Notícia falsa

Segundo a ONG Capacetes Brancos, ao menos 40 pessoas, na sua maioria mulheres e crianças, morreram no sábado por asfixia num ataque químico contra o reduto rebelde. A ONG disse ainda que a utilização de “gás cloro tóxico” deixou centenas de feridos.

Já a organização médica síria e americana, outra ONG; falou num total de 41 mortos e também em centenas de feridos. Por sua vez, o Observatório Sírio de Direitos Humanos assegurou que morreram 80 civis, metade dos quais devido à asfixia resultante do colapso das infraestruturas, inclusive de abrigos.

O general russo explicou que os especialistas do seu país em limpeza química; biológica e radiativa “recolherão dados que confirmarão que essas declarações são fabricadas”.

Duma

Ele acusou “uma série de países ocidentais” de tentar impedir o reatamento da operação de retirada de rebeldes de Duma; paralisada há dois dias. “Para isso se utiliza o tema preferido do Ocidente, que é o uso de armas químicas por parte das forças governamentais sírias”, afirmou Yevtushenko.

A agência oficial do regime sírio, Sana; também rejeitou qualquer responsabilidade das forças sírias. E garantiu que “as denúncias do uso de substâncias químicas em Duma são uma tentativa clara de impedir o progresso do Exército”.

Advertência norte-americana

Os Estados Unidos pediram neste domingo à Rússia para que ponha fim imediato ao seu “apoio incondicional” ao governo do presidente Bashar al-Assad; depois do suposto ataque químico ocorrido na véspera. O alvo foi o último reduto rebelde, nos arredores de Damasco.

A porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert; afirmou em comunicado que a Rússia “descumpriu os seus compromissos com as Nações Unidas. E traiu a Convenção sobre Armas Químicas ao proteger incondicionalmente Assad”.

Governo sírio

“A proteção do regime de Assad por parte da Rússia e a sua incapacidade de deter o uso de armas químicas na Síria questionam seu compromisso de resolver a crise global”; afirmou a porta-voz.

O governo norte-americano afirmou que acompanha de perto as informações sobre o suposto ataque a um hospital em Duma. Sem detalhar o número de mortos; reconheceu que pode haver “um número potencialmente alto de vítimas”.

Nauert insistiu que o histórico de Assad; com o uso de armas químicas contra o seu próprio povo “não está em discussão”. E lembrou que; há um ano, as forças do governo sírio teriam feito um ataque com gás sarin.

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