ONU envia especialistas para combater ebola no Congo

Arquivado em: Destaque do Dia, Saúde, Últimas Notícias, Vida & Estilo
Publicado segunda-feira, 14 de maio de 2018 as 13:22, por: CdB

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu 4 mil doses de uma vacina experimental para Ebola e estava preparando o envio para o país

Por Redação, com Reuters – de Kinshasa:

Agências da ONU começaram a enviar equipes de especialistas durante o fim de semana à República Democrática do Congo para tentar impedir a disseminação de um surto de Ebola que pode ter infectado mais de 30 pessoas, anunciaram autoridades no domingo.

Agente de saúde recebe spray de clorina após visitar área isolada de hospital que recebeu paciente com suspeita de ebola em Bikoro, na República Democrática do Congo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu 4 mil doses de uma vacina experimental para ebola e estava preparando o envio para o país; disse o diretor da OMS para a África, Matshidiso Moeti; por telefone à agência inglesa de notícias Reuters no domingo.

Apenas dois casos foram confirmados até o momento em laboratório.

O caso suspeito mais recente foi registrado na sexta-feira na província do Equador; que recebeu a visita do ministro da Saúde, Oly Ilunga Kalenga; no sábado, acompanhado de funcionários da OMS e do Unicef.

O presidente Joseph Kabila também se reuniu com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus; em Kinshasa, no domingo.

Vacina experimental

A Organização Mundial da Saúde (OMS) obteve autorização das autoridades da República Democrática do Congo; para importar e usar uma vacina experimental contra o ebola no país; disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta segunda-feira.

– Temos o assentimento, o registro, mais a permissão de importação; tudo já aceito formalmente – disse Tedros aos repórteres. “Tudo está pronto para ser usado.”

A vacinação pode começar na próxima segunda-feira, informou.

A vacina, desenvolvida pela Merck em 2016, se mostrou segura e eficaz em testes com humanos; mas ainda é experimental por ainda não ter uma licença. Ela precisa ser mantida entre as temperaturas de 60 a 80 graus Celsius negativos; o que cria grandes desafios logísticos.

Testada na Guiné em 2015, ao final de um grande surto de ebola na África Ocidental; a vacina foi projetada para ser usada com a chamada abordagem da “vacinação em anel”.

Segundo esta abordagem, quando um novo caso de ebola é diagnosticado todas as pessoas; com quem os infectados podem ter tido contato recente são rastreadas e vacinadas para se tentar evitar a disseminação da doença.

A OMS disse na manhã desta segunda-feira que a República Democrática do Congo relatou 39 casos suspeitos, prováveis ou confirmados de ebola entre 4 de abril e 13 de maio, entre eles 19 mortes.

A entidade também informou que 393 pessoas identificadas como contatos de pacientes com ebola estão sendo monitoradas.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *