ONU expressa ‘profunda preocupação’ após golpe em Mianmar

Arquivado em: Ásia, Destaque do Dia, Europa, Mundo, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021 as 14:55, por: CdB

O Conselho de Segurança da ONU expressou nesta quinta-feira “profunda preocupação” com o golpe militar em Mianmar nesta semana, e pediu a “libertação de todos os detidos”, segundo fontes diplomáticas.

Por Redação, com Sputnik – de Nova York

O Conselho de Segurança da ONU expressou nesta quinta-feira “profunda preocupação” com o golpe militar em Mianmar nesta semana, e pediu a “libertação de todos os detidos”, segundo fontes diplomáticas.

Conselho de Segurança da ONU expressa ‘profunda preocupação’ após golpe em Mianmar

Mas a declaração, redigida pelo Reino Unido, não condena mais o golpe, conforme previsto em um primeiro esboço durante uma reunião de emergência na terça-feira. China e Rússia se opuseram a essa formulação, de acordo com diplomatas.

China e Rússia, que têm poder de veto e são os principais apoiadores de Mianmar na ONU, pediram mais tempo para refinar a resposta do conselho, de acordo com informações publicadas pela AFP.

A última declaração também apoia o retorno ao diálogo e ao processo democrático em Mianmar, onde o exército deteve líderes civis, incluindo ex-chefe de Governo de fato, Aung San Suu Kyi.

“É melhor um texto com menos do que nenhum texto”, disse um diplomata, lembrando que as negociações com a China têm sido difíceis desde terça-feira.

Liderança comunista da China

A liderança comunista da China adotou uma abordagem suave ao golpe. Pequim pediu que todos os partidos em Mianmar “resolvam suas diferenças”, e a agência de notícias oficial Xinhua na segunda-feira descreveu o golpe como uma “grande remodelação do gabinete”.

Mianmar é uma peça vital da enorme iniciativa de infraestrutura da Nova Rota da Seda de Pequim.

Os militares de Mianmar justificaram sua tomada do poder alegando fraude generalizada nas eleições realizadas há três meses, em que o NLD de Suu Kyi venceu de forma esmagadora. Impôs o estado de emergência por um ano e afirmou que então realizaria novas eleições.