ONU abre inquérito sobre racismo após morte de George Floyd

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Publicado sexta-feira, 19 de junho de 2020 as 13:48, por: CdB

O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas condenou nesta sexta-feira o policiamento discriminatório e violento que levou à morte de George Floyd em Mineápolis, nos Estados Unidos, no mês passado.

Por Redação, com Reuters – de Genebra

O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas condenou nesta sexta-feira o policiamento discriminatório e violento que levou à morte de George Floyd em Mineápolis, nos Estados Unidos, no mês passado e pediu um relatório sobre o “racismo sistêmico” contra pessoas de ascendência africana.

Vitrine de loja em Boston, nos EUA
Vitrine de loja em Boston, nos EUA

O fórum de 47 membros sediado em Genebra adotou por unanimidade uma resolução, apresentada por países africanos, que confere ao gabinete da alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, um mandato para registrar suas descobertas em um ano.

O texto foi elaborado durante negociações a portas fechadas a partir de um rascunho inicial que pedia explicitamente uma comissão de inquérito da ONU sobre racismo nos Estados Unidos e em outros lugares. O governo dos EUA saiu do fórum há dois anos, alegando preconceito anti-Israel.

Policial de Atlanta

Um policial de Atlanta demitido foi acusado de homicídio culposo e outro policial enfrenta acusações menores pela morte de Rayshard Brooks, na semana passada, no estacionamento de um restaurante fast-food, disse um promotor de condado da Geórgia na quarta-feira.

A morte de Brooks, mais um de uma longa lista de afro-americanos mortos pela polícia, aumentou ainda mais as preocupações raciais nos Estados Unidos, em um momento de protestos envolvendo racismo e brutalidade policial.

Brooks, de 27 anos, pai de três filhos, “nunca se apresentou como uma ameaça”, “nunca demonstrou nenhum comportamento agressivo” e “não representou uma ameaça imediata de morte ou ferimento físico grave” aos dois oficiais brancos durante incidente na última sexta-feira, afirmou o promotor Paul Howard em entrevista coletiva.

Garrett Rolfe, o policial que atirou em Brooks e foi demitido no dia seguinte após o vídeo de vigilância mostrar suas ações, enfrenta 11 acusações, incluindo homicídio culposo, agressão com arma mortal e violação de seu juramento, segundo Howard.

Se condenado, Rolfe enfrenta a possibilidade de prisão perpétua ou pena de morte, acrescentou Howard.