ONU pede inquérito sobre mortes na Venezuela e diz que eleição não é confiável

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Publicado quarta-feira, 7 de março de 2018 as 10:53, por: CdB

A principal coalizão de oposição da Venezuela está boicotando a eleição, dizendo que a votação é uma farsa para legitimar uma “ditadura”

Por Redação, com Reuters – de Genebra:

O chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Zeid Ra’ad al-Hussein, disse nesta quarta-feira que crimes contra a humanidade podem ter sido cometidos por forças de segurança da Venezuela, e expressou preocupação com “a erosão de instituições democráticas” no país.

A Venezuela está entre os 47 membros do fórum de Genebra; onde recebe apoio de aliados liderados por Cuba

O alto comissário para direitos humanos da ONU disse; que seu gabinete havia recebido denúncias confiáveis de “centenas de assassinatos extrajudiciais nos últimos anos; tanto durante protestos como em operações de segurança”.

– Mais uma vez, encorajo o conselho a considerar autorizar uma Comissão de Inquérito para investigar violações de direitos humanos na Venezuela – disse ao Conselho de Direitos Humanos da ONU; durante sua principal sessão anual de 4 semanas, que irá até o dia 23 de março.

A Venezuela está entre os 47 membros do fórum de Genebra; onde recebe apoio de aliados liderados por Cuba; mas têm sido criticada pelos Estados Unidos e outros países da América Latina por ameaças à democracia e uma crise alimentar e de saúde.

Eleição

Na última semana, a Venezuela adiou sua eleição presidencial de abril para o dia 20 de maio; em uma decisão que consolidou a divisão da oposição à medida; que o presidente socialista Nicolás Maduro busca reeleição apesar de uma crise econômica e censura global.

A principal coalizão de oposição da Venezuela está boicotando a eleição; dizendo que a votação é uma farsa para legitimar uma “ditadura”.

O contexto da eleição presidencial da Venezuela “não cumpre; de maneira nenhuma, as condições mínimas para eleições livres e confiáveis”, disse Zeid. “Estou profundamente preocupado com o crescente êxodo de venezuelanos de seu país, muitos deles em busca de acesso a comida e serviços básicos”.

 

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