ONU pede um mês de pausa humanitária para atender população na Síria

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Publicado terça-feira, 6 de fevereiro de 2018 as 15:05, por: CdB

A ONU pede a “cessação imediata das hostilidades durante pelo menos um mês em toda a Síria para entregar ajuda humanitária, prestar serviços, retirar os doentes graves e feridos

Por Redação, com EFE – de Bruxelas:

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nessa terça-feira uma pausa humanitária de pelo menos um mês no conflito armado na Síria. O objetivo é atender a milhares de sírios em áreas cercadas ou de difícil acesso e retirar feridos e doentes. A informação é da Agência EFE.

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nessa terça-feira uma pausa humanitária de pelo menos um mês no conflito armado na Síria.

O residente da ONU na Síria e coordenador humanitário, Ali al Zatari; e outros representantes das Nações Unidas em Damasco fizeram o apelo diante de uma situação que consideram “extrema” em várias partes do país; onde as agências humanitárias não têm acesso ou é muito perigoso entrar devido aos explosivos.

A ONU pede a “cessação imediata das hostilidades durante pelo menos um mês em toda a Síria para entregar ajuda humanitária; prestar serviços, retirar os doentes graves e feridos e aliviar o sofrimento dos sírios”; declarou em entrevista o porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários, Jens Laerke.

Turquia

A ONU considera a situação especialmente problemática em Afrin, onde a Turquia lançou uma intervenção militar; para acabar com a milícia curda que domina esse enclave sírio do extremo noroeste do país, as Unidades de Proteção do Povo (YPG).

– Temos informações sobre pessoas cercadas em Afrin, declarou Laerke; já que existe um suposto bloqueio à saída por parte da população que tenta fugir.

Até o momento, apenas 380 famílias puderam chegar a localidades próximas e aos arredoras da cidade síria de Alepo; enquanto milhares de pessoas se encontram deslocadas dentro de Afrin.

Em Al Hasakah, no nordeste da Síria, chegou-se a um acordo para permitir; que alguns parceiros da ONU retomem seu trabalho sobre o terreno, após um mês em que a assistência humanitária chegou praticamente a ficar suspensa.

No entanto, esse acordo só vai durar dois meses e cobre um número limitado de agências humanitárias que podem exercer sua tarefa.

– Precisamos de acesso sustentado” para todos os parceiros humanitários; a fim de chegar “sem restrições” aos sírios refugiados em acampamentos e outros lugares – disse Laerke.

Já em Raqqa, as agências podem entrar na cidade completamente devastada, segundo o porta-voz; mas as condições de segurança após a derrota do Estado Islâmico não lhes permite trabalhar.

– A falta de limpeza dos explosivos torna impossível fornecer ajuda humanitária dentro da cidade – explicou Laerke.

Idlib

A situação também é crítica na província de Idlib, no noroeste do país; onde as operações militares provocaram o deslocamento de milhares de civis; alguns dos quais tiveram que fugir várias vezes das hostilidades.

A ONU adverte que o governo poderia não ser capaz de resistir a um ressurgimento da violência, dada a elevada concentração de pessoas deslocadas.

Ao mesmo tempo, as localidades de Fua e Kafraya, em Idlib, seguem cercadas por grupos armados e não têm acesso a provisões humanitárias e tratamento médico, indicou Laerke.

No sul, a equipe humanitária da ONU na Síria não tem acesso aos civis no acampamento de Al Rukban; onde a última vez que chegou um comboio com alimentos e outros produtos, pela fronteira jordaniana; foi no início de janeiro.

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