ONU declara preocupação com escalada militar na Síria

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Publicado sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020 as 10:45, por: CdB

De acordo com o pronunciamento, Guterres reitera que não há uma solução militar para o conflito na Síria, sendo a única solução sustentável um processo político facilitado pelas Nações Unidas.

Por Redação, com Sputnik – de Genebra/Moscou

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou forte preocupação com a intensificação das hostilidades no noroeste da Síria, onde pelo menos 33 militares turcos foram mortos na quinta-feira.

A tensão na zona desmilitarizada de Idlib, criada em 2018 por um acordo entre os presidentes da Rússia e da Turquia, aumentou no início de fevereiro
A tensão na zona desmilitarizada de Idlib, criada em 2018 por um acordo entre os presidentes da Rússia e da Turquia, aumentou no início de fevereiro

“O secretário-geral está acompanhando com séria preocupação a escalada no noroeste da Síria e os relatos de que dezenas de soldados turcos foram mortos por um ataque aéreo. O secretário-geral reitera seu apelo a um cessar-fogo imediato e expressa uma preocupação particular com o risco para os civis ao escalarem as ações militares. Sem uma ação urgente, o risco de uma escalada ainda maior aumenta a cada hora”, disse o serviço de imprensa da ONU.

De acordo com o pronunciamento, Guterres reitera que não há uma solução militar para o conflito na Síria, sendo a única solução sustentável um processo político facilitado pelas Nações Unidas, em conformidade com a resolução 2254 (2015) do Conselho de Segurança, que tem como base o cessar-fogo e a negociação entre as partes envolvidas.

A tensão

A tensão na zona desmilitarizada de Idlib, criada em 2018 por um acordo entre os presidentes da Rússia e da Turquia, aumentou no início de fevereiro devido à troca de ataques entre militares turcos e sírios, em meio à ofensiva de Damasco para recuperar o controle dessa província, a última fortaleza de grupos terroristas e rebeldes no país.

Nesta madrugada, a Turquia lançou uma série de ataques terrestres e aéreos na região, em represália ao bombardeio aéreo do Exército Sírio que matou dezenas de soldados turcos na última quinta-feira.

Força Aérea russa

Força Aeroespacial da Rússia não operava na área da província síria de Idlib onde 33 militares turcos morreram durante ação do Exército sírio, segundo Ministério da Defesa russo.

Em relação à situação no vilarejo de Behun, na província síria de Idlib, o Ministério da Defesa russo declarou:

“No dia 27 de fevereiro, na área do vilarejo de Behun, os soldados turcos que estavam nas formações de combate de grupos terroristas caíram na sequência do bombardeio das tropas sírias”.

A ausência de operações da Força Aeroespacial russa na região também foi confirmada pelo órgão.

A Turquia confirmou que perdeu ao menos 33 militares e dezenas de outros foram feridos em solo sírio, conforme noticiou a agência Anadolu.

– Existem soldados (que foram) seriamente feridos (durante o ataque), e eles estão sendo tratados em hospitais – declarou à agência o governador da província turca de Hatay, limítrofe com a Síria, Rahmi Dogan.

Também de acordo com a Defesa russa os militares turcos não deveriam estar na região alvo de operações do Exército sírio.

Tensões

Neste ano a guerra na Síria tem registrado maiores tensões entre forças turcas no país árabe e as forças governamentais sírias.

Têm sido testemunhados diversos choques armados, trazendo consigo temores de que a Turquia possa iniciar operações de maior envergadura no país vizinho.

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