ONU pede que Rússia investigue caso Navalny

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Publicado terça-feira, 8 de setembro de 2020 as 15:06, por: CdB

A alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu à Rússia nesta terça-feira que conduza ou coopere com uma investigação independente e completa sobre as descobertas da Alemanha de que o líder de oposição Alexei Navalny foi envenenado.

Por Redação, com Reuters – de Genebra

A alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu à Rússia nesta terça-feira que conduza ou coopere com uma investigação independente e completa sobre as descobertas da Alemanha de que o líder de oposição Alexei Navalny foi envenenado.

Chefe de direitos humanos da organização emitiu comunicado
Chefe de direitos humanos da organização emitiu comunicado

Navalny foi retirado do coma induzido e está respondendo a falas, informou o hospital Charite, em Berlim, na segunda-feira. O hospital tem tratado Navalny desde que ele foi transportado de avião para a Alemanha, depois de adoecer em um voo doméstico russo no mês passado.

A Rússia afirma não ter visto nenhuma evidência de que ele foi envenenado.

– Não é bom o suficiente simplesmente negar que ele foi envenenado e negar a necessidade de uma investigação completa, independente, imparcial e transparente sobre esta tentativa de assassinato – disse Bachelet em comunicado.

– É responsabilidade das autoridades russas investigar completamente quem foi o responsável por este crime, um crime muito grave cometido em solo russo.

Angela Merkel

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que seu governo concluiu que Navalny, de 44 anos, foi envenenado com Novichok, a mesma substância que o Reino Unido alega ter sido usada contra o agente duplo russo Sergei Skripal e sua filha, que sobreviveram a um ataque na Inglaterra em 2018.

O número de casos de envenenamento, ou outras formas de assassinato seletivo, de atuais ou ex-cidadãos russos, seja dentro da própria Rússia seja em solo estrangeiro, nas últimas duas décadas é profundamente perturbador, afirmou Bachelet.

Os processos legais adequados não foram realizados em incidentes anteriores, resultando em “quase impunidade total” na Rússia, disse o porta-voz de Bachelet, Rupert Colville.

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