Operação integrada apura ataques contra provedores de acesso à Internet

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Publicado sexta-feira, 28 de agosto de 2020 as 12:47, por: CdB

Policiais civis de Goiás e de Tocantins deflagraram, nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, uma operação contra suspeitos de atacar empresas que oferecem acesso à Internet.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Policiais civis de Goiás e de Tocantins deflagraram, nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, uma operação contra suspeitos de atacar empresas que oferecem acesso à Internet. Com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Civil paulista, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em São Paulo e Goiás, além de dois mandados de prisão temporária.

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em SP e Goiás
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em SP e Goiás

Segundo a Polícia Civil goiana, os investigados empregavam “uma estrutura extremamente complexa” para impedir os provedores de acesso atacados de conectar seus usuários à rede mundial de computadores. Tecnicamente, a ação é conhecida pelo nome de Ataque DdoS, da sigla em inglês Distributed Denial of Service (Negação de Serviço Distribuída) e, ainda de acordo com os investigadores, prejudicou centenas de milhares de usuários da banda larga em todo o país.

Ataque DdoS, crackers

Em um ataque DdoS, crackers (pessoas que usam seus conhecimentos para quebrar a segurança de programas de computação e sistemas a fim de cometer crimes cibernéticos) assumem o controle de outros computadores e as fazem acessar, simultânea e ininterruptamente, um mesmo servidor. Com a sobrecarga decorrente do súbito aumento da demanda, o provedor é impedido de atender aos pedidos de seus clientes, ficando indisponível.

De acordo com a Polícia Civil, após “derrubarem” os provedores, os investigados passavam a extorquir os responsáveis pelas empresas atacadas, exigindo que estes pagassem, com criptomoedas, para ter o serviço restabelecido.

Também em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública esclareceu que o apoio ministerial à investigação se deu por meio da participação de servidores públicos do Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria de Operações Integradas, que auxiliaram na coleta de informações sobre a ação dos investigados.

Operação Hórus

O Ministério da Justiça realizou a apreensão de 33,3 toneladas de maconha, na noite de quarta-feira. Realizada no âmbito da Operação Hórus, trata-se da maior captura de drogas na história do país segundo a pasta. 

A carga da droga estava dividida em fardos e foi encontrada em um caminhão bi-trem na região de Maracaju, cidade que fica a 160 quilômetros de Campo Grande (MS). Duas pessoas foram presas em flagrante ao escoltar a carga. O volume representa um prejuízo de mais de R$ 50 milhões às organizações criminosas.

De acordo com o coordenador-geral de fronteiras da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Eduardo Bettini, a apreensão foi uma ação integrada por agentes da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Mato Grosso do Sul e por profissionais que compõem o do Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (Vigia).

Segundo a pasta, desde o início da Operação Hórus em Mato Grosso do Sul, em setembro de 2019, o estado lidera as apreensões de drogas. As forças de segurança já tiraram de circulação do estado cerca de 333,5 toneladas de drogas gerando um prejuízo de mais de R$ 535 milhões aos criminosos.

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