Operação de combate à pedofilia prende 132 pessoas

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Publicado quinta-feira, 17 de maio de 2018 as 13:48, por: CdB

Segundo ele, os 579 mandados de busca e apreensão já resultaram em 132 prisões em flagrante. A operação é realizada em 284 cidades, abrangendo o Distrito Federal e mais 24 Estados

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Titular do Ministério da Segurança Pública, Raul Jungmann afirmou que mais de 1 milhão de arquivos (entre fotos, vídeos e outros documentos obtidos em ambientes virtuais) com conteúdos relacionados a crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes foram analisados antes da deflagração da Operação Luz na Infância 2, ocorrida nesta quinta-feira.

Operação de combate à pedofilia prende 132 pessoas em flagrante

Segundo ele, os 579 mandados de busca e apreensão já resultaram em 132 prisões em flagrante. A operação é realizada em 284 cidades, abrangendo o Distrito Federal e mais 24 Estados.

O coordenador do Laboratório de Inteligência Cibernética do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, Alessandro Barreto; disse que a operação tem como foco encontrar pessoas que tenham grande quantidade de material. “Só uma pessoa na Região Sudeste foi encontrada com mais de 200 mil arquivos desse tipo”, disse Barreto. A pessoa encontrada com o menor número de documentos tinha, sozinha, 150 arquivos. 

Segundo Jungmann, essa é a maior ação integrada de polícias judiciárias civis em todo o Brasil.

A Operação Luz na Infância 2 conta com 2,6 mil policiais civis que cumprem mais de 500 mandados de busca e apreensão de arquivos com conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Tráfico de drogas

Um operador financeiro que havia fechado acordo de delação premiada com a força-tarefa da operação Lava Jato foi preso na última terça-feira pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro para o tráfico internacional de drogas, informou a PF.

A prisão do doleiro, que não teve seu nome revelado de imediato, faz parte de uma operação deflagrada para desarticular estrutura comandada por um dos maiores traficantes da América do Sul.

De acordo com a PF, o doleiro investigado na Lava Jato foi preso nesta manhã; junto com mais sete pessoas no âmbito da operação Efeito Dominó; que envolveu cerca de 90 agentes da Polícia Federal para cumprimento de mandados de prisão e de busca; e apreensão nos Estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba; Mato Grosso do Sul e São Paulo, além do Distrito Federal.

O objetivo da ação é desarticular um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas; comandado por Luiz Carlos da Rocha; conhecido como Cabeça Branca, que foi preso em julho do ano passado pela PF acusado de ser um dos “barões das drogas”.

As investigações

– As investigações demonstram robustos indícios a cerca do modus operandi da organização criminosa… pois de um lado havia a necessidade de disponibilidade de grande volume de reais; em espécie para o pagamento de propinas, e, de outro; traficantes internacionais como Luiz Carlos da Rocha possuíam disponibilidade de recursos em moeda nacional; e necessitavam de dólares para efetuar as transações internacionais com fornecedores de cocaína – disse a PF em comunicado.

Além do doleiro investigado pela Lava Jato, outro operador financeiro já havia sido investigado pelas autoridades; por lavagem de dinheiro, este na chamada operação Farol da Colina, que investigou o caso do Banestado, acrescentou a PF. O nome dos envolvidos não foi divulgado de imediato.

A ação desta terça-feira é um desdobramento da chamada operação Spectrum; que prendeu Luiz Carlos da Rocha em julho de 2017.

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