Operação desarticula associação criminosa que fraudava auxílio emergencial

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Publicado terça-feira, 10 de maio de 2022 as 13:26, por: CdB

A investigação iniciou ano passado, quando alguns donos de lotéricas identificaram que determinados funcionários estariam sendo cooptados pela associação criminosa, informando tal fato à Polícia Federal.

Por Redação, com ACS – de Brasília

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a Operação APATE, com o objetivo de desarticular associação criminosa que fraudava auxílio emergencial.

Operação Apate desarticula associação criminosa que fraudava auxílio emergencial

Ao todo, 40 policiais federais participam da operação para dar cumprimento a nove mandados em Alagoas e um em Pernambuco, todos expedidos pela 1ª Vara Federal de Maceió/AL.

A investigação iniciou ano passado, quando alguns donos de lotéricas identificaram que determinados funcionários estariam sendo cooptados pela associação criminosa, informando tal fato à Polícia Federal.

O meio fraudulento empregado consistia na ativação indevida do aplicativo CAIXA TEM, realizada pelos empregados cooptados, com o cadastramento e validação imprópria de inúmeros CPFs, o que ensejou vários pagamentos fraudulentos de auxílios emergenciais, em prejuízo ao Erário Público Federal.

Ademais, observou-se que os domicílios daqueles que tiveram os CPFs indevidamente ativados são totalmente diversos e muito distantes do local do cadastro e ativação do CAIXA TEM (Maceió/AL).

Quantidade de contas bancárias

Outrossim, merece destacar que alguns indiciados possuem uma considerável quantidade de contas bancárias; trata-se de uma característica comum nas condutas de diversos fraudadores investigados na Banco Nacional de Fraude ao Auxílio Emergencial, que se utilizam desse artificio para otimizar e facilitar a movimentação de dinheiro oriundo de fraudes.

Os indiciados ficarão à disposição da Justiça Federal para responder pelos crimes de estelionato majorado (art. 171, §3º, do CP) e associação criminosa (art. 288 do CP), que somados podem chegar a 8 anos reclusão.

Na mitologia grega, Apate era um espírito que personificava o engano, o dolo e a fraude. Foi, junto com o seu correspondente masculino Dolos (o espírito das ardilosidades), um dos espíritos que saíram da caixa de Pandora.

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