Operação desarticula grupo criminoso especializado na compra e venda de ouro

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Publicado quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022 as 13:46, por: CdB

As investigações tiveram início em junho de 2021, quando a Polícia Federal tomou conhecimento de denúncia segundo a qual uma empresa de materiais agrícolas em Boa Vista estaria comprando ouro extraído ilegalmente de terras indígenas e exportando para fora de Roraima.

Por Redação, com ACS – de Brasília

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, a Operação Illegal Mining, que tem por objetivo desarticular organização criminosa especializada na compra e venda de ouro proveniente de garimpos ilegais.

As investigações indicam que uma empresa de materiais agrícolas estaria comprando ouro extraído ilegalmente de terras indígenas

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Roraima, em desfavor da empresa investigada e de dois sócios.

As investigações tiveram início em junho de 2021, quando a Polícia Federal tomou conhecimento de denúncia segundo a qual uma empresa de materiais agrícolas em Boa Vista estaria comprando ouro extraído ilegalmente de terras indígenas e exportando para fora de Roraima.

O minério adquirido era embarcado em aviões de pequeno porte, que se utilizavam de pistas clandestinas para transportá-lo até Itaituba-PA, onde ganhava aspecto de legalidade ao se misturar com ouro de lavras regularizadas.

Não houve prisão em flagrante.

Contrabando de cigarros

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, a Operação Touchdown, visando a desarticular esquema de contrabando de cigarros praticado por associação criminosa baseada em diversos municípios de Minas Gerais.

Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Juízo da 9ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte e cumpridos nas cidades mineiras de Belo Horizonte (1), Igaratinga (3), Pimenta (1),  Divinópolis (2), Varginha (2), Guiricema (3), Barbacena (1), Ubá (1) e Juiz de Fora(1).

A investigação teve início a partir de informações obtidas no bojo da Operação VICIOSA, desencadeada em 20/2/2020. A PF identificou que havia, na região metropolitana de Belo Horizonte, comércio ilícito de cigarros de origem estrangeira. Fornecedores e distribuidores participavam do esquema, prestando auxílio mútuo uns aos outros, e atuavam de forma associada para a compra, revenda e distribuição da mercadoria ilícita nesta capital e em diversos municípios do Estado.

O contrabando é crime de atribuição investigativa da Polícia Federal e se trata de delito que lesa vários bens jurídicos tutelados, como a administração pública, a saúde pública, a economia e o mercado de consumo.

Os investigados responderão pelos crimes de contrabando e associação criminosa, cujas penas podem chegar a cinco e três de prisão, respectivamente.

Foram apreendidos celulares, agendas, dois caminhões, um veículo, 25 caixas de cigarros importados e amostras de cigarros nacionais com indícios de falsificação que passarão por perícia.

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