Operação desarticula traficantes de drogas na Paraíba

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Publicado quinta-feira, 3 de dezembro de 2020 as 12:53, por: CdB

Polícia Federal (PF) e Polícia Militar da Paraíba deflagraram nesta quinta-feira a Operação Residence, visando a desarticulação de um grupo de traficantes que atuam dentro e fora de presídios. 

Por Redação, com ABr – de Brasília/São Paulo

Polícia Federal (PF) e Polícia Militar da Paraíba deflagraram nesta quinta-feira a Operação Residence, visando a desarticulação de um grupo de traficantes que atuam dentro e fora de presídios.

PF cumpre 38 mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão
PF cumpre 38 mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão

De acordo com a PF, 38 mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, bem como ordens judiciais de bloqueio de valores depositados em contas correntes, a pedido do Juízo de Direito da Vara de Entorpecentes da Comarca de João Pessoa (PB).

Cerca de 260 policiais participam das ações deflagradas nos Estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima.

Segundo os agentes, as apurações tiveram início na “análise dos elementos de prova colhidos durante a investigação do grupo criminoso que utilizava um quarto na Residência Universitária da Universidade Federal da Paraíba como base de armazenamento e distribuição de drogas para a Paraíba e Estados vizinhos”.

A partir da investigação foi possível identificar “toda a estrutura criminosa do grupo no Estado”, segundo informou a PF. Os investigadores identificaram “uma grande rede formada para cometer crimes e revelou o plano de expansão de tal facção criminosa, mediante a realização de disputas violentas com grupo rival por pontos de comércio de entorpecentes, objetivando um domínio territorial para fins de monopolizar o tráfico de drogas na Paraíba”.

Operação Overload

A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta quinta-feira em Campinas sete mandados de prisão preventiva, expedidos no âmbito da Operação Overload, que apura os crimes de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Em nota, a corporação informou que os suspeitos já haviam sido detidos no início de outubro e que foram liberados, após o prazo de prisão temporária, de 30 dias, terminar.

No total, a pedido da PF, foi solicitada a prisão de 15 pessoas que formariam a quadrilha, que tem em sua rota o Aeroporto Internacional de Viracopos. Os agentes localizaram apenas sete pessoas na manhã de hoje. Os demais são considerados foragidos, já que tiveram a prisão decretada pela Justiça Federal. No total, 33 pessoas são investigadas, das quais 31 são homens e duas mulheres.

As investigações da Operação Overload, deflagrada no dia 6 de outubro, tiveram início em fevereiro de 2019, quando foi interceptada uma carga de 58 quilos de cocaína, com destino à Europa. O pacote foi apreendido na Área Restrita de Segurança (ARS), do Aeroporto Internacional de Viracopos. Desde o início da apuração, foram apreendidos 250 quilos de cocaína.

Com o avanço da apuração, descobriu-se que a organização criminosa é composta por brasileiros e estrangeiros e que funcionários aeroportuários foram cooptados a participar do esquema. Além dos empregados do aeroporto, também integram o grupo um policial militar e um policial civil. Para exportar a droga, a quadrilha utilizava tanto o terminal de passageiros quanto o de cargas.

“Entre os empregados e ex-empregados de empresas prestadoras de serviço na área restrita de segurança do aeroporto aliciados há dezenas de pessoas em funções diversas (vigilantes, operadores de tratores, coordenadores de tráfego, motoristas de viaturas, auxiliares de rampa, operadores de equipamentos e funcionários de empresas fornecedoras de refeições a tripulantes e passageiros), que eram os responsáveis pelo esquema de embarque das drogas nas aeronaves com destino ao exterior”, ressaltou a PF, em nota.

A PF destacou a “sofisticação” do esquema criminoso, que dificultou o rastreamento de quantias obtidas com o narcotráfico e que serviram para a compra de imóveis e veículos. Com o objetivo de ocultar a origem do dinheiro, foram criadas contas bancárias em nome de terceiros e empresas no exterior. Todos os bens já identificados como pertencentes aos suspeitos estão sendo bloqueados e apreendidos.

A ação mobilizou mais de 200 policiais federais, 80 policiais militares e 6 policiais civis, que cumpriram  44 mandados de busca e apreensão e 35 mandados de prisão temporária, em quatro Estados.

A ação conta com o apoio da Secretaria da Receita Federal do Brasil, da Polícia Militar do Estado de São Paulo e do Departamento de Polícia Judiciária São Paulo Interior em Campinas.

O nome da operação vem do termo inglês empregado para excesso de carga ou carga excessiva, em alusão à droga ilícita inserida clandestinamente nos aviões em meio a carga regular.

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