Operação investiga contratações emergenciais para combater covid-19 no Recife

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Publicado terça-feira, 16 de junho de 2020 as 10:21, por: CdB

A Polícia Federal cumpre seis mandados de busca e apreensão no âmbito de uma operação que investiga contratos emergenciais feitos pela Secretaria de Saúde do Recife no âmbito dos esforços para combater a pandemia de covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

A Polícia Federal cumpre seis mandados de busca e apreensão no âmbito de uma operação que investiga contratos emergenciais feitos pela Secretaria de Saúde do Recife no âmbito dos esforços para combater a pandemia de covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

Operação da PF investiga contratações emergenciais para combater covid-19 no Recife
Operação da PF investiga contratações emergenciais para combater covid-19 no Recife

De acordo com a PF, a operação Antídoto conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e investiga os crimes de falsidade ideológica, peculato (desvio de dinheiro público) e dispensa indevida de licitação.

“Foram constatados indícios de que determinada empresa, favorecida com 14 dispensas de licitação, em valores superiores a R$ 81 milhões, estaria constituída em nome de ‘laranjas’ e não teria capacidade operacional para fazer frente aos contratos”, disse a PF em nota.

“Além disso, foram detectadas diversas irregularidades nos procedimentos de dispensa de licitação realizados pela Secretaria de Saúde do Recife, indicando terem sido montados com o propósito de justificar a contratação da empresa investigada.”

A prefeitura do Recife

Procurada, a prefeitura do Recife não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

Em outra operação deflagrada em Pernambuco e batizada de Casa de Papel, a PF investiga a contratação, sem licitação, por prefeituras pernambucanas, de empresa para fornecimento de materiais médico-hospitalares para enfrentamento à pandemia também em parceria com a CGU. Os contratos investigados somam R$ 9 milhões.

“Verificou-se que a empresa contratada era de fachada, fora constituída em nome de laranjas e pertencia, em verdade, a um grupo econômico que já vinha sendo favorecido há quase uma década por contratações públicas milionárias, via de regra, envolvendo atividades de gráfica”, informou a Polícia Federal, que não apontou quais prefeituras teriam feito as contratações.

A investigação

“A investigação constatou que boa parte dos recursos públicos recebidos era sacada em espécie ou remetida para contas de ‘laranjas’ e de empresas fantasmas. Os saques realizados nessas contas eram sempre de forma fracionada, com o objetivo de não chamar a atenção dos órgãos de controle.”

Nesta operação estão sendo cumpridos 35 mandados de busca e apreensão e os crimes investigados são organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, corrupção ativa e dispensa indevida de licitação.

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