Operação apura lavagem de dinheiro em exportação de pedras preciosas

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Publicado terça-feira, 4 de setembro de 2018 as 10:35, por: CdB

A chamada Operação Marakata é um desdobramento da Operação Câmbio Desligo e investiga um esquema de comércio ilegal de pedras preciosas e semipreciosas para lavafgem de dinheiro e evasão de divisas

Por Redação, com ABr – de Brasília 

Cinco mandados de prisão preventiva contra acusados de lavagem de dinheiro e evasão de divisas foram cumpridos nesta terça-feira no Rio de Janeiro e na Bahia pela força-tarefa da Lava Jato no Rio.

Desdobramento da Lava Jato apura lavagem de dinheiro em exportação de pedras preciosas

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços de nove pessoas e três empresas.

A chamada Operação Marakata é um desdobramento da Operação Câmbio Desligo e investiga um esquema de comércio ilegal de pedras preciosas e semipreciosas para lavafgem de dinheiro e evasão de divisas.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), entre 2011 e 2017 essas transações movimentaram US$ 44 milhões (aproximadamente R$ 180 milhões) em duas contas internacionais.

Ainda de acordo com o MPF, o esquema tinha ligação com a rede de negócios de Dario Messer, conhecido como “doleiro dos doleiros”, cujas transações irregulares movimentaram mais de US$ 1,6 bilhão em contas de 3 mil empresas offshore em 52 países, e que tinha como cliente o ex-governador Sérgio Cabral (denunciado na Câmbio Desligo junto com Messer). Cabral está preso no Rio.

Entre os alvos da Operação Marakata figuram Marcello Luiz Santos de Araújo e Daisy Balassa Tsezanas, sócios-administradores da empresa Comércio de Pedras O S Ledo.

Segundo o MPF, eles trabalham comprando esmeraldas e outras pedras de garimpos na Bahia e as exportam para empresários indianos usando notas fiscais e invoices falsos (termo em inglês equivalente a uma nota fiscal no mercado internacional).

A O S Ledo é investigada pelo MPF e pela Polícia Federal por terstatus equiparado ao de doleiros que forneciam dólares no exterior para as operações de compensação paralela que vieram a público na Operação Câmbio Desligo.

– Os dólares provinham de pagamentos por fora com a exportação de esmeraldas e outras pedras para empresas, principalmente da Índia e Hong Kong (como Golden Whell Impex, Gloria International Trading,Gemoro, Kge Rough Gems, Precious Gems, Akar Gems, Beads Paradise eUnique Gems). Parte dos valores era internalizada no país pelo sistema de dólar-cabo invertido e usado para pagamentos em reais, também por fora, aos garimpeiros e atravessadores com os quais a O S Ledo negociava as pedras no mercado nacional – diz nota divulgada pelo MPF.

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