Operação Zelotes investiga esquema suspeito de provocar prejuízo de R$ 900 milhões

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Publicado quinta-feira, 26 de julho de 2018 as 10:07, por: CdB

De acordo com o MPF do Distrito Federal, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal, mas não houve mandado de prisão expedido na nova fase da operação

Por Redação, com Reuters e ABr – de Brasília:

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal deflagraram nesta quinta-feira nova etapa da operação Zelotes, que investiga fraudes cometidas junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), tendo como alvo oito pessoas e duas empresas suspeitas de participação em um esquema que provocou prejuízos de R$ 900 milhões em valores atualizados, informou o MPF.

Policial federal carrega uma bolsa ao chegar à sede da Polícia Federal em São Paulo

De acordo com o MPF do Distrito Federal, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal, mas não houve mandado de prisão expedido na nova fase da operação.

De acordo com o diário conservador carioca O Globo, um dos alvos da ação é o economista Roberto Giannetti da Fonseca, ligado ao pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin. Giannetti é suspeito de ter recebido propina de 2,2 milhão de reais para favorecer a empresa Paranapanema em julgamento do Carf em 2014, segundo o jornal. À agência inglesa de notícias Reuters entrou em contato com a empresa de consultoria do economista para pedir comentários, mas ele não estava imediatamente disponível.

O MPF, que convocou uma entrevista coletiva para esta manhã para comentar a operação, não identificou de imediato os alvos da operação.

Fraude em licitações

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta quinta-feira a Operação Monopólio, com o objetivo de combater fraudes em licitações feitas por administrações regionais da capital federal. As suspeitas são de que o grupo investigado tenha recebido mais de R$ 50 milhões dos cofres públicos do DF.

A ação tem por base denúncias anônimas feitas em 2014, segundo as quais empresários estariam usando empresas registradas em nome de laranjas para fraudar licitações feitas na modalidade convite, na qual no mínimo três empresas são convidadas a disputar obras ou serviços cujos valores não ultrapassem R$ 150 mil.

De acordo com a Polícia Civil, ao longo das investigações “ficou demonstrado que empresas eram registradas em nome de laranjas apenas para participar da concorrência e dar ar de legalidade ao certame, porém, todas as empresas eram na verdade vinculadas a associação criminosa”.

Os policiais cumprem, nesta manhã, 24 mandados de busca e apreensão nas administrações do Gama e de Águas Claras, e em empresas e residências de suspeitos, além de 18 mandados de prisão temporária expedidos em desfavor de empresários, laranjas e funcionários de administrações regionais.

Os investigados foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, fraude a licitação, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva.

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