Organização da Cooperação Islâmica rejeita plano de paz de Trump para o Oriente Médio

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Publicado segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020 as 14:31, por: CdB

Apresentado como o ‘Acordo do Século’ pelo governo Trump, o plano descreve o estabelecimento de um Estado palestino independente, com sua capital estabelecida nos arredores de Jerusalém Oriental, atualmente controlada por Israel.

Por Redação, com Sputnik – de Jeddah

A Organização de Cooperação Islâmica (OCI), que consiste em mais de 50 países de maioria muçulmana, pediu aos Estados membros que não cooperem de forma alguma com o plano de paz do presidente dos EUA, Donald Trump, para Israel e Palestina.

O órgão também pediu aos membros absterem-se de qualquer ação que
O órgão também pediu aos membros absterem-se de qualquer ação que “não considerem os direitos inalienáveis dos palestinos”

Durante uma sessão especial em Jeddah, na Arábia Saudita, nesta segunda-feira, o comitê executivo da OCI instou todos os Estados membros a “não se envolverem com o plano (de Trump) ou a cooperar com o governo dos EUA na implementação de qualquer forma”.

O órgão também pediu aos membros absterem-se de qualquer ação que “não considerem os direitos inalienáveis ​​dos palestinos”.

O secretário-geral da OCI, Yousef Al-Othaimeen, destacou que a organização apoiará qualquer esforço internacional de paz que esteja de acordo com o direito internacional.

Acordo

Apresentado como o ‘Acordo do Século’ pelo governo Trump, o plano descreve o estabelecimento de um Estado palestino independente, com sua capital estabelecida nos arredores de Jerusalém Oriental, atualmente controlada por Israel.

O plano, no entanto, permite que Israel mantenha os assentamentos existentes na Cisjordânia ocupada, que a ONU considera ilegal sob o direito internacional.

Além disso, o roteiro proposto também exclui o retorno de todos os refugiados palestinos, algo que a Autoridade Palestina (AP) e o mundo árabe consideram um dos principais requisitos para uma paz duradoura.

O plano de Trump foi endossado por Israel, mas universalmente rejeitado pelos palestinos e pela Liga Árabe, que veem o plano como fortemente distorcido em favor de Tel Aviv.

Oriente Médio

Passou aproximadamente um mês após o Irã ter lançando mísseis contra forças militares dos EUA localizadas no Iraque, o que deixou ao menos 64 soldados feridos, deixando uma calma inquietante que se instalou sobre todo o Oriente Médio.

Observando a decolagem de jatos de combate do porta-aviões dos EUA USS Harry S. Truman, o comandante para o Oriente Médio do Comando Central dos EUA, general Frank McKenzie, considera que esta é uma das razões por que o Irã abrandou sua postura de combate, pelo menos por enquanto.

– Estamos aqui porque nós não queremos uma guerra com Irã e nada faz mais um adversário potencial pensar duas vezes sobre guerra que a presença de um porta-aviões e do grupo de ataque pelo qual é acompanhado – disse o general dos EUA aos quase cinco mil militares presentes no USS Harry S. Truman. ”Assim, nós alcançamos uma dissuasão que impede o Irã de iniciar uma guerra”, acrescentou.

Fazendo patrulhamento no norte do mar Arábico, o porta-aviões Harry S. Truman se encontrava a cerca de 240 quilômetros da costa do Irã quando o general McKenzie, acompanhado por vários assessores, pousou no navio no sábado passado.

O general do Corpo de Fuzileiros dos EUA sublinha a sua convicção de que navios, aeronaves, sistemas de armamento e milhares de militares adicionais dos EUA que chegaram à região nos últimos meses enviam uma mensagem, uma mensagem que o general acredita que o Irã recebeu, escreve portal Military Times.

Desde o ataque de misseis balísticos lançados contra as forças dos EUA no Iraque em retaliação ao assassinato de general iraniano Qassem Soleimani, houve uma redução visível na postura militar de Teerã, adiantou McKenzie.

No dia 8 de janeiro, o Exército iraniano bombardeou com mísseis duas bases militares, utilizadas pelas tropas norte-americanas no Iraque, em represália pela morte do general iraniano Qassem Soleimani.

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