Outubro Rosa: o que é preciso saber sobre mastectomia e reconstrução das mamas

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Publicado terça-feira, 2 de outubro de 2018 as 10:27, por: CdB

Para mulheres que têm histórico de câncer de mama a principal dúvida é sobre a mastectomia profilática.

Por Redação – do Rio de Janeiro

O diagnóstico de câncer de mama tem um impacto emocional muito grande para mulher. As pacientes sofrem a angustia de passar pela mastectomia, cirurgia para retirada total ou parcial das mamas,  procedimento indicado na maioria dos casos como parte do tratamento.

O diagnóstico de câncer de mama tem um impacto emocional muito grande para mulher

São muitas as dúvidas. Uma das mais recorrentes é  em relação à  cirurgia dupla com a reconstrução imediata das mamas. Ela é  indicada para todas as pacientes? Uma única cirurgia é suficiente?

Para mulheres que têm histórico de câncer de mama a principal dúvida é sobre a mastectomia profilática. A prática, que tem o objetivo de reduzir o risco de desenvolver o tumor no futuro e que ganhou destaque após a atriz americana Angelina Jolie anunciar que  fez o procedimento,   divide opiniões entre os especialistas. Ela é indicada como uma medida preventiva?

O cirurgião plástico Bruno Herkenhoff,  tesoureiro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica- RJ, alerta que o procedimento não pode ser feito em qualquer paciente. A cirurgia pode deixar sequelas e deve ser bem pensada, ressalta o especialista.

Veja as sete dúvidas mais comuns:

Como é feita a reconstrução mamária?

Muitas vezes, é necessária a retirada de toda mama. Então, é indicada a reconstrução imediata ou em outro momento, dependendo do tipo de câncer, do tamanho, da extensão ou se há metástase. A reconstrução pode ser realizada com prótese ou expansor de tecidos, com retalho de músculo e pele das costas ou abdômen. Tudo depende do resultado após a retirada da mama. Em diversos casos, são realizadas em 2 ou 3 etapas.

A recuperação  da paciente que passa por um procedimento como esse é mais demorada?

A recuperação das cirurgias leva em torno de 2 a 4 semanas, e o intervalo de uma cirurgia para outra é de 3 a 6 meses. A recuperação costuma ser bem tranquila, mas exige repouso e cuidado como qualquer outra cirurgia.

Em quanto tempo a paciente poderá ficar totalmente recuperada

O tempo de recuperação varia muito, mas, geralmente, o paciente com um mês já está bem. Lembrando que há casos em que a cirurgia é realizada em etapas que podem durar de seis meses a um ano.

Esse tipo de cirurgia é oferecida pelo SUS?

Essas cirurgias são oferecidas pelo SUS, mas existe uma fila e, hoje em dia, é muito grande. Por este motivo, a SBCP realiza mutirões para diminuir essa carência. Hoje, apenas 20% das mulheres mastectomizadas realizam reconstrução mamária.

A mastectomia profilática é indicada como prevenção ao câncer de mama?

Ela é  indicada para mulheres com histórico de câncer de mama na família e

tem o objetivo  de reduzir o risco de desenvolver o tumor no futuro. O procedimento não pode ser feito em qualquer paciente.  Temos que alertar que a cirurgia pode deixar sequelas e deve ser bem pensada.

A reconstrução das mamas pode interferir no tratamento do câncer?

O prognóstico oncológico não sofre interferência e a paciente pode manter a indicação de quimioterapia e radioterapia.  A reconstrução, pelo contrário, auxilia no tratamento, pois devolve a autoestima e restabelece o convício social.  Ela retira do paciente o estigma do câncer e da mutilação.

Qual o primeiro passo para as mulheres que estão pensando em fazer a cirurgia de reconstrução mamária

Elas devem discutir com o seu mastologista e com o cirurgião plástico antes da cirurgia para retirada do tumor para que a equipe comece a planejar as melhores opções de tratamento, ainda que, dependendo do grau do câncer, a reconstrução mamária seja realizada mais tarde.  As decisões são tomadas em conjunto avaliando o quadro da paciente. Conhecer todas as opções ajuda a mulher a se preparar para a mastectomia e a ter uma visão mais realista do futuro.

O médico Bruno Herkenhoff  pode responder essas e outras perguntas sobre a cirurgia plástica reparadora.

Sobre o especialista:

Bruno Herkenhoff é cirurgião plástico e especialista em cirurgia restauradora do Rio de Janeiro. É membro adjunto do Colégio de Brasileiro de Cirurgiões e membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Sua produção bibliográfica abrange mais de 40 peças entre artigos publicados, capítulos de livro e apresentações de trabalho. Herkenhoff já participou de mais de 60 congressos e eventos de cirurgia plástica e restauração.

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