Pacientes assintomáticos provocam disparada de coronavírus na Coreia do Sul

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Publicado sexta-feira, 27 de novembro de 2020 as 11:41, por: CdB

Pacientes assintomáticos de covid-19 estão impulsionando uma disparada de casos novos na Coreia do Sul e frustrando os esforços de controle da transmissão no país asiático, que conseguiu domar as infecções em surtos anteriores.

Por Redação, com Reuters – de Seul

Pacientes assintomáticos de covid-19 estão impulsionando uma disparada de casos novos na Coreia do Sul e frustrando os esforços de controle da transmissão no país asiático, que conseguiu domar as infecções em surtos anteriores.

Sul-coreanos em ônibus pelas ruas de Seul
Sul-coreanos em ônibus pelas ruas de Seul

A Coreia do Sul relatou 569 casos novos nas 24 horas encerradas à meia-noite de quinta-feira, um nível que não era visto há quase nove meses, enquanto lida com a terceira onda da pandemia, que parece estar se agravando, apesar das novas medidas rígidas de distanciamento social.

Vendo os jovens no cerne da disparada, as autoridades de saúde sul-coreanas estimam que, no momento, os pacientes assintomáticos representam 40% do total de infecções, um aumento acentuado em relação aos 20% a 30% de junho.

Pessoas infectadas

Em comparação, pesquisas indicam que cerca de uma de cada cinco pessoas infectadas em geral não terá sintomas.

A taxa é muito menor na China, onde o centro estatal de controle de doenças disse em fevereiro que cerca de 1% dos mais de 70 mil casos que analisou foram assintomáticos. Em Tóquio, cerca de 19% dos pacientes são assintomáticos.

Não está claro por que alguns pacientes que são diagnosticados com o vírus não desenvolvem qualquer sintoma, mas autoridades de saúde acreditam que eles representam um risco de transmissão menor, só que as pessoas que eles infectam podem exibir sintomas.

As autoridades também estão preocupadas

As autoridades também estão preocupadas com um aumento de focos irrastreáveis, já que estas infecções assintomáticas são mais difíceis de identificar.

O clima frio está acelerando ainda mais a disseminação, já que mais reuniões e atividades são realizadas em locais fechados com pouca ventilação, e o risco de infecções involuntárias de pacientes sem sintomas aumentou.