Pai é assassinado ao defender o filho em tentativa de roubo de celular no Rio

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Publicado quinta-feira, 27 de setembro de 2018 as 13:02, por: CdB

Ele estava com a esposa e o filho de 10 anos e foi assassinado numa tentativa de assalto em frente a um bar na Praça Condessa.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

A Polícia Civil está em busca de imagens de câmeras de segurança que ajudem a identificar o criminoso que deu um tiro no rosto do chefe de cozinha Francisco Vilamar, de 49 anos, na noite de quarta-feira, no Rio, quando tentava defender o filho.

Policiais fazem perícia em bar no Rio Comprido onde chefe de cozinha foi morto em assalto

Ele estava com a esposa e o filho de 10 anos e foi assassinado numa tentativa de assalto em frente a um bar na Praça Condessa. O criminoso queria levar o celular que o filho de Francisco, de 10 anos, usava para brincar. O chefe de cozinha recebeu o disparo quando interveio para defender a criança.

Francisco foi baleado no rosto e foi socorrido por PMs do 4º BPM (São Cristóvão). Chegou a ser encaminhado para o Hospital Souza Aguiar, no Centro, mas não resistiu ao ferimento e morreu. O caso foi registrado na Divisão de Homicídios. Testemunhas foram ouvidas nesta quinta-feira.

Roubo de cargas

A Polícia Civil do Rio de Janeiro cumpriu  25 de um total de 37 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça em uma grande operação para combater o roubo de cargas. De acordo com investigações da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, essa quadrilha planejava invadir a comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio, após a prisão dos líderes das duas facções criminosas da região, comandadas por Antonio Bonfim Lopes, o Nem, e Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, que estão na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.

De acordo com a Polícia Civil, somente em 2017, o prejuízo causado pelos roubos de cargas executados pela quadrilha foi de aproximadamente R$ 600 milhões. Os crimes de roubo de cargas ocorreram em vias expressas como a Avenida Brasil, Avenida Automóvel Clube e Rodovia Presidente Dutra.

As investigações duraram cerca de dez meses. Traficantes roubavam as cargas para financiar a compra de armas e drogas. Para executar os crimes, a quadrilha usava armamento de guerra, como fuzis, granadas e pistolas, e se beneficiavam do poder territorial em comunidades pobres para desembarcar e revender o material roubado.

Como medida de prevenção de possíveis abordagens, os criminosos usavam uniformes da polícia, bloqueadores de GPS e usavam integrantes da quadrilha para fazer o papel de batedores. Os criminosos também recebiam ajuda de motoristas e vigilantes das empresas de transportes de cargas, que forneciam informações privilegiadas sobre deslocamentos dos veículos e carga que os veículos estavam levando.

A Polícia Civil levantou, ainda, que o grupo recebia apoio de facções criminosas do Rio e de São Paulo. O núcleo da quadrilha era a Cidade Alta, no bairro de Cordovil, na Zona Norte, que tem acesso fácil pela Avenida Brasil e também pela Rodovia Presidente Dutra.

A quadrilha atuava em associação com traficantes de diversas outras áreas, entre elas, a comunidade do Muquiço, em Marechal Hermes; a Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste; Quitanda, no Complexo da Pedreira; no Complexo da Maré, na zona norte, com ramificações em São Gonçalo, na região metropolitana e também na Região dos Lagos.

Denúncia

De acordo com a 6ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal do Ministério Público do Rio, os criminosos praticavam roubos de cargas de veículos de transporte para consolidar o poder e financiar o tráfico de drogas.

Entre os 37 denunciados há chefes do tráfico, assaltantes, seguranças privados, motoristas e batedores. Os criminosos responderão na Justiça pelos crimes de associação para o tráfico e financiamento do tráfico por meio dos roubos de carga.

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