Palestino é morto durante protestos na fronteira de Gaza e Israel

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Publicado sexta-feira, 6 de abril de 2018 as 12:52, por: CdB

Os manifestantes estão reivindicando o direito de refugiados e seus descendentes da guerra de 1948, desencadeada pela criação do Estado judeu, voltarem ao que é hoje Israel

Por Redação, com Reuters – de Gaza:

Um manifestante palestino foi morto a tiros nesta sexta-feira durante protestos na fronteira entre Israel e Gaza, disseram autoridades médicas palestinas em Gaza, elevando o número de mortos para 21 nos distúrbios que já duram uma semana.

Palestino ferido é carregado durante confrontos com soldados israelenses na fronteira entre Israel e Gaza

As autoridades médicas disseram que o homem de 29 anos foi morto a leste de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. O número de manifestantes nesta sexta é maior do que nos últimos dias; mas menor do que na sexta-feira passada.

As forças israelenses

As forças israelenses feriram pelo menos 40 manifestantes palestinos a tiros nesta sexta-feira; disseram médicos palestinos, quando milhares convergiram à fronteira de Gaza com Israel; e atearam fogo em pilhas de pneus no início da segunda semana de protestos.

Cinco dos 40 feridos desta sexta-feira se encontram em estado grave; de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.

Acampamentos com barracas surgiram a algumas centenas de metros da fronteira de 65 quilômetros; mas grupos de jovens têm se aproximado ainda mais para atirar pedras e lançar pneus em chamas contra soldados de Israel.

Os manifestantes

Os manifestantes estão reivindicando o direito de refugiados e seus descendentes da guerra de 1948; desencadeada pela criação do Estado judeu, voltarem ao que é hoje Israel.

Os refugiados representam a maior parte dos dois milhões de habitantes de Gaza; que é vítima de um bloqueio israelense e comandada pelo grupo militante islâmico Hamas.

– Eu, como todos por aqui, vim para libertar a terra deles – disse Hekam Kuhail, de 60 anos, à agência inglesa de notícias Reuters; fazendo um V de vitória com os dedos e posando para uma foto perto da fronteira.

Em meio à fumaça negra dos pneus e dos cilindros de gás lacrimogêneo disparados pelos israelenses; jovens palestinos recorriam a camisetas, máscaras médicas baratas e perfume para tentarem se proteger. Israel também tentava usar mangueiras contra os pneus em chamas de seu lado da divisa.

Os militares israelenses posicionaram atiradores de elite de seu lado da fronteira para impedir; que palestinos tentem romper a cerca que dá acesso ao seu território. Muitos dos mortos eram militantes, segundo Israel.

Abatidos a tiros

Dezessete dos 21 palestinos mortos foram abatidos a tiros por Israel no primeiro dia dos protestos, uma semana atrás, disseram médicos. As mortes provocaram críticas internacionais à reação de Israel, que grupos de direitos humanos disseram envolver munição real contra manifestantes que não representavam risco de morte iminente.

O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) exortou Israel a mostrar moderação.

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