Palestinos lançam explosivo contra soldados de Israel

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Publicado sexta-feira, 4 de maio de 2018 as 14:38, por: CdB

De acordo com os militares, cerca de 7 mil manifestantes teriam participado do ato, marcado por uma série de ações violentas, com direito a tentativas de invasão e de provocar incêndios do lado israelense

Por Redação, com Sputnik – de Gaza:

Milhares de palestinos realizaram um protesto contra autoridades israelenses em Gaza nesta sexta-feira, chegando a atirar um dispositivo explosivo contra soldados estacionados do outro lado fronteira, conforme relataram as Forças de Defesa de Israel (IDF).

Milhares de palestinos realizaram um protesto contra autoridades israelenses em Gaza nesta sexta-feira

De acordo com os militares, cerca de 7 mil manifestantes teriam participado do ato, marcado por uma série de ações violentas, com direito a tentativas de invasão e de provocar incêndios do lado israelense. 

– Os manifestantes estão empinando pipas com itens em chamas, com a intenção de provocar incêndios em Israel. Além disso, os amotinados lançaram um dispositivo explosivo contra as tropas das IDF, que estão respondendo com meios de dispersão de motim e fogo de acordo com as regras de engajamento – disseram as forças israelenses. “Há pouco, um grupo de desordeiros tentou sabotar a cerca de segurança e se infiltrar em Israel. Eles foram frustrados”.

Ainda segundo as IDF, dois drones que participavam de uma missão de documentação na região caíram na Faixa de Gaza durante o protesto, mas sem risco de vazamento de informações importantes. 

Presidente palestino

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, ofereceu um pedido de desculpas depois de ter sido acusado de antissemitismo em um discurso em que insinuou; que a perseguição histórica aos judeus europeus foi motivada por sua conduta, e não por sua religião.

– Se as pessoas ficaram ofendidas com a minha declaração (…); especialmente pessoas da fé judaica, peço desculpas a elas. Gostaria de assegurar a todos que não era minha intenção fazê-lo e reiterar meu total respeito à Fé judaica, bem como outras religiões monoteístas  – disse o presidente palestino.

Holocausto

Mahmoud Abbas disse que condenou o Holocausto e o classificou como “o crime mais hediondo da história”, em um comunicado publicado por seu escritório em Ramallah após uma reunião do Conselho Nacional Palestino (PNC).

O ministro da Defesa de Israel rejeitou o pedido de desculpas de Abbas, declaradamente dizendo que ele era “um miserável negador do Holocausto”.

– Mahmoud Abbas é um infeliz negador do Holocausto, que escreveu um doutorado em negação do Holocausto e depois também publicou um livro sobre a negação do Holocausto. É assim que ele deve ser tratado. Suas desculpas não são aceitas – escreveu Lieberman no Twitter.

Em 30 de abril, Abbas afirmou que os judeus haviam sido torturados e assassinados na Europa por anos por causa de seu comportamento social e conexões para cobrar juros sobre empréstimos, e não por causa de sua religião. Além disso, o líder palestino expressou a opinião de que Israel era um projeto europeu desde o início.

O discurso do líder palestino foi condenado por muitos governos europeus e pelos Estados Unidos, entre outros.

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