Palocci diz que está ‘na lona’ e precisa de novo emprego para pagar dívidas

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Publicado segunda-feira, 4 de janeiro de 2021 as 13:46, por: CdB

Palocci — que cumpre prisão domiciliar — disse que está com o nome “sujo na praça”. O valor das pendências, no entanto, parece irrisório. Uma delas é o não pagamento da conta de celular da concessionária OI, no valor de R$ 199,63.

Por Redação – de São Paulo

Apesar da fortuna amealhada ao longo do período de mais de uma década em que esteve à frente do cenário político-econômico nacional, superior a R$ 45 milhões segundo cálculos do Ministério Público Federal (MPF), o ex-ministro Antonio Palocci disse nesta segunda-feira que está praticamente quebrado.

Palocci prestou serviços para grandes bancos e grupos da mídia conservadora
Palocci prestou serviços para grandes bancos e grupos da mídia conservadora e reuniu uma fortuna maior do que R$ 100 milhões

Em conversa com jornalistas da mídia conservadora, Palocci — que cumpre prisão domiciliar — disse que está com o nome “sujo na praça” e protestado em ao menos dois cartórios. O valor das pendências, no entanto, parece irrisório. Uma delas é o não pagamento de uma conta de celular da concessionária Oi, no valor de R$ 199,63, correspondente ao mês de setembro de 2018. Outro título em aberto, segundo o delator do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seria uma parcela do IPTU de um de seus apartamentos, nos Jardins, em São Paulo, com valor de mercado estimado em cerca de R$ 10 milhões.

Dívida trabalhista

O ex-ministro acrescentou que teria deixado de pagar parte dos honorários devidos a seus advogados e alega uma dívida trabalhista, no valor de R$ 280 mil na empresa Projeto, firma de consultoria que lhe rendeu R$ 81,3 milhões em serviços pagos por 47 empresas até novembro de 2016. A autora da ação seria a ex-sócia Rita de Cassia dos Santos e que tramita na 11ª Vara de São Paulo.

Em razão disso, a juíza do Trabalho Mara Regina Bertini solicitou à 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba informações sobre o andamento do processo envolvendo o bloqueio de patrimônio da Projeto. O CNPJ da empresa, ainda segundo Palocci, teria sido usado por um grupo de estelionatários “para aplicar golpes na praça”.

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