Pandemia amplia risco de problemas de saúde mental em jogadores

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Publicado quinta-feira, 9 de abril de 2020 as 13:35, por: CdB

Jogadores de futebol profissionais muitas vezes vivem sozinhos em um país estranho, longe de suas famílias, e trabalham em uma profissão com muita adrenalina, em que podem ser heróis em um dia e esquecidos no outro.

Por Redação, com Reuters – de Berna/Londres

Jogadores de futebol profissionais muitas vezes vivem sozinhos em um país estranho, longe de suas famílias, e trabalham em uma profissão com muita adrenalina, em que podem ser heróis em um dia e esquecidos no outro.

Partida entre Boca Juniors e Independiente de Medellin pela Libertadores
Partida entre Boca Juniors e Independiente de Medellin pela Libertadores

Não é de surpreender que eles estejam propensos a problemas de saúde mental, e o sindicato mundial de jogadores (FIFPro) diz que a incerteza causada pela nova crise de coronavírus vai piorar as coisas, com mulheres especialmente vulneráveis.

– A saúde mental tem uma grande importância – disse o secretário-geral do FIFPro, Jonas Baer-Hoffmann, em entrevista à agência inglesa de notícias Reuters.

– Em estudos realizados ao longo dos anos, observamos que há riscos elevados de ansiedade e problemas psicológicos diferentes para jogadores em comparação com a população em geral, porque é um trabalho tenso e arriscado para a maioria deles e (isso) piora.

O futebol foi paralisado

O futebol foi paralisado em todo o mundo pela pandemia, com ligas domésticas suspensas e Euro 2020, Copa América e o torneio olímpico de futebol adiados por um ano.

Jogadores importantes estão sendo pressionados a aceitar cortes salariais para ajudar seus clubes na paralisação, porém o FIFPro diz que essa não é uma opção para muitos fora das maiores ligas que frequentemente lutam para sobreviver.

– Temos muitos jovens que estão sozinhos, fora de seus países de origem, eles geralmente não têm apoio familiar nesses países e muitos deles literalmente têm contratos de trabalho de um ano – disse Baer-Hoffmann.

– Isso cria uma enorme angústia sobre se eles terão algum tipo de renda no final desta temporada.

Pesquisa

Em uma pesquisa publicada em 2015, o FIFPro constatou que 38% dos jogadores ativos e 35% dos ex-profissionais enfrentaram problemas de depressão ou ansiedade em algum momento.

Baer-Hoffman destacou que as jogadoras podem ter mais dificuldades, pois suas condições de vida geralmente são inferiores às dos jogadores do sexo masculino.

Manchester United

O Manchester United doou equipamentos médicos e forneceu veículos para operações de entrega para ajudar o Serviço Nacional de Saúde (NHS) em sua batalha contra a pandemia de coronavírus, informou o clube da Premier League nesta quinta-feira.

O clube disse que também atenderia aos pedidos do NHS para uso das instalações em seu estádio, Old Trafford, que foi colocado em uma lista como centro temporário de doação de sangue.

“Uma frota de 16 veículos foi colocada à disposição com motoristas voluntários disponíveis para apoiar as operações de entrega do NHS na região”, afirmou o Manchester United em comunicado.

“O United também doou equipamentos médicos e consumíveis para o Salford Royal, incluindo equipamentos de proteção, curativos e outros suprimentos médicos do clube.”

“O clube está incentivando seus funcionários a se voluntariar para o NHS ou em suas comunidades locais durante a pandemia. Os funcionários continuarão sendo pagos integralmente se o trabalho voluntário ocorrer durante o horário de trabalho”, acrescentou.

Os jogadores do Manchester United concordaram em doar 30% de seus salários para hospitais e serviços de saúde locais e também colaboraram com jogadores de outras equipes para criar um fundo para instituições de caridade do NHS.

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