Pandemia fustiga a Construção Civil, que reduz pela metade ritmo das obras

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Publicado sexta-feira, 22 de maio de 2020 as 15:32, por: CdB

“Essa queda reflete os efeitos da crise provocada pelo coronavírus na atividade e não há dúvida de que a alta ociosidade da indústria deve permanecer enquanto durar o isolamento social”, diz o gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, em nota.

Por Redação, com ABr – de Brasília e São Paulo

A indústria da Construção Civil foi duramente afetada em abril, afirmou a Confederação Nacional da Indústria (CNI), em nota divulgada nesta sexta-feira. Dados da Sondagem Indústria da Construção mostram que a utilização da capacidade operacional foi de 50% no mês passado, o índice mais baixo da série histórica iniciada em 2012.

Segundo a pesquisa da CNI, o índice de evolução da atividade ficou em 49,5 pontos em setembro, o maior nível desde 2013
Segundo a pesquisa da CNI, o setor da Construção Civil caminha na corda bamba, em face da pandemia do novo coronavírus

“Essa queda reflete os efeitos da crise provocada pelo coronavírus na atividade e não há dúvida de que a alta ociosidade da indústria deve permanecer enquanto durar o isolamento social”, diz o gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, em nota.

A pesquisa mostra que os índices de evolução do nível de atividade e do número de empregados permanecem bem abaixo da linha de 50 pontos. O indicador de evolução do nível de atividade registrou 29,4 pontos e o índice de evolução do número de empregados recuou para 24,1 pontos. Esse dado varia entre 0 e 100 e todo valor abaixo de 50 é negativo.

Inflação

Diante disso, o Índice de Confiança do Empresário Industrial da Construção (ICEI-Construção) registrou 37,6 pontos em maio, bem abaixo do ponto em que se iniciam expectativas otimistas.

O ambiente econômico se agrava, ainda mais, com a queda nos índices da inflação. Os brasileiros acreditam que a taxa de inflação acumulada ficará em 4,8% nos próximos 12 meses, segundo pesquisa realizada em maio pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa é inferior aos 5,1% da pesquisa feita em abril e aos 5,4% de maio do ano passado.

Cenário

Com o resultado de maio, a expectativa dos brasileiros em relação à taxa de inflação retornou ao mínimo da série histórica da FGV. A pesquisa é feita com base em entrevista a consumidores de sete capitais ((Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Recife), que respondem à seguinte pergunta:

“Na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?”

— Após o susto com a aceleração dos preços dos alimentos no fim de março e abril, a expectativa de inflação dos consumidores volta ao menor nível da série histórica. Esse resultado é reflexo tanto de um cenário atípico de deflação de alguns dos principais itens, quanto da expectativa do mercado de valores, cada vez menores para a inflação oficial (IPCA) — afirmou Renata de Mello Franco, pesquisadora da FGV.

Ela acredita, no entanto, que, com a pandemia do novo coronavírus (covid-19), as famílias têm concentrado gastos com itens de maior necessidade, como os alimentos, cuja taxa tem ficado acima da média do IPCA, o que deve fazer com que os brasileiros passem a acreditar em uma inflação muito acima da projetada pelo mercado.

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