Pandemia gera ‘tsunami de ódio e xenofobia’, alerta a ONU

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Publicado sexta-feira, 8 de maio de 2020 as 11:42, por: CdB

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu nesta sexta-feira que se fortaleça a “imunidade das sociedades ao vírus do ódio”. Ele considera que, com a pandemia da covid-19, tem sido desencadeado um “tsunami de ódio e xenofobia”.

Por Redação, com ABr – de Genebra

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu nesta sexta-feira que se fortaleça a “imunidade das sociedades ao vírus do ódio”. Ele considera que, com a pandemia da covid-19, tem sido desencadeado um “tsunami de ódio e xenofobia”.

“Sentimento contra estrangeiros cresceu”, diz secretário-geral da ONU

As Nações Unidas pedem esforços globais “para acabar com o discurso de ódio”, que tem aumentado com a crise pandêmica.

– O sentimento contra estrangeiros aumentou online e nas ruas, as teorias de conspiração antissemitas se espalharam, e ocorreram ataques contra muçulmanos relacionados com a pandemia – lamentou Guterres, numa mensagem divulgada numa rede social.

O novo coronavírus “não se importa com quem somos, onde vivemos ou no que acreditamos”, disse o secretário-geral da ONU, lembrando que, “no entanto, a pandemia continua a desencadear um tsunami de ódio e xenofobia, bodes expiatórios e medo”.

Os apelos da ONU surgem quando as tensões entre os Estados Unidos e a China têm aumentado, assim como as mútuas acusações sobre a possível origem do novo coronavírus.

Imigrantes e refugiados

Guterres lembrou ainda que, no meio das especulações e teorias da conspiração, muitos imigrantes e refugiados “foram difamados como fonte do vírus, e depois negaram-lhes acesso a tratamento médico”.

– Com os idosos entre os mais vulneráveis, surgiram memes (imagens virais) desprezíveis, sugerindo que eles também são os mais descartáveis – alertou.

Também “jornalistas, denunciantes, profissionais de saúde, trabalhadores humanitários e defensores dos direitos humanos estão sendo atacados simplesmente por fazerem o seu trabalho”, acrescentou.

Por isso, é preciso “agir agora para fortalecer a imunidade das sociedades ao vírus do ódio”, finalizou.