Pandemia ‘não mostra sinais de desaceleração’ nas Américas, diz Opas

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Publicado terça-feira, 21 de julho de 2020 as 14:01, por: CdB

A pandemia do novo coronavírus não mostra “sinais de desaceleração” nas Américas, disse a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) nesta terça-feira diante da chegada do vírus nas Guianas na costa nordeste do continente.

Por Redação, com Reuters – de Santiago/Washington

A pandemia do novo coronavírus não mostra “sinais de desaceleração” nas Américas, disse a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) nesta terça-feira diante da chegada do vírus nas Guianas na costa nordeste do continente e em meio a picos na Bolívia, Equador, Colômbia e Peru.

Morador de rua caminha por via vazia durante quarentena em La Paz, na Bolívia
Morador de rua caminha por via vazia durante quarentena em La Paz, na Bolívia

Carissa Etienne disse em um briefing virtual da base da Opas em Washington que alguns países da América Central estão registrando seu maior aumento semanal de casos desde a chegada do vírus.

Ela acrescentou que, devido ao alto fardo de doenças infecciosas e condições crônicas nas Américas, três em cada 10 pessoas, 325 milhões, estão correndo “risco aumentado” de desenvolver complicações pela covid-19.

Estados Unidos

A cidade norte-americana de Chicago restabeleceu restrições por conta do coronavírus na segunda-feira, e o Estado da Flórida reportou mais de 10 mil novos casos pelo sexto dia consecutivo, enquanto a pandemia avança pelos Estados Unidos.

Em um raro indicador de esperança, o Estado de Nova York reportou o menor número de hospitalizações pelo coronavírus em quatro meses e a cidade de Nova York iniciou uma nova fase da reabertura nesta segunda-feira. Mas o progresso, na mesma cidade e Estado que já foram o epicentro da crise, foi eclipsado pelas notícias sombrias em praticamente todos os outros cantos do país.

O Estado de Nova York registrou apenas oito mortes no domingo, enquanto o número total de pessoas hospitalizadas pela doença caiu para 716, o menor desde 18 de março, afirmou o governador Andrew Cuomo.

Mas os números do país como um todo pioraram. Trinta e dois Estados reportaram aumentos recordes em casos de covid-19 em julho, enquanto 15 Estados informaram aumentos recordes de óbitos. Mortes, hospitalizações e taxas de testes positivos continuam a escalar, com pelo menos 15 Estados reportando recordes de hospitalizações até agora em julho, de acordo com uma contagem da agência inglesa de notícias Reuters.

O vírus matou 140 mil pessoas nos Estados Unidos e infectou cerca de 3,7 milhões, ambos os números lideram o cenário mundial.

A Flórida registrou 10.347 novos casos na segunda-feira. Outras 92 pessoas morreram no Estado, aumentando o número de mortos para 5.183.