Para secretário do Tesouro Nacional recuperação econômica tem sido lenta

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Publicado quinta-feira, 17 de outubro de 2019 as 11:11, por: CdB

Para Mansueto, a recuperação econômica tem sido “muito lenta” porque houve uma desorganização do setor produtivo, em meio a uma “alta” carga tributária.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, voltou a falar nesta quinta-feira sobre o aperto do Orçamento brasileiro, devido ao que ele classificou como erros do passado, destacando o alto endividamento e os limites para investimento público. Entretanto, ele ponderou que o Brasil tem a vantagem de ser um país com economia diversificada, citando os leilões de áreas de petróleo a ocorrerem até o fim do ano.

Para o secretário do Tesouro Nacional, a recuperação econômica tem sido “muito lenta” porque houve uma desorganização do setor produtivo, em meio a uma “alta” carga tributária
Para o secretário do Tesouro Nacional, a recuperação econômica tem sido “muito lenta” porque houve uma desorganização do setor produtivo, em meio a uma “alta” carga tributária

– O nível de engessamento que se criou no Orçamento público brasileiro não tem paralelo em nenhum país do mundo – disse o secretário.

Para Mansueto, a recuperação econômica tem sido “muito lenta” porque houve uma desorganização do setor produtivo, em meio a uma “alta” carga tributária.

– Mas a economia nossa permite crescer em vários setores… Temos agora uma boa surpresa com a indústria petrolífera – disse, citando o leilão do excedente da cessão onerosa.

Almeida, pontuou que o governo central deve terminar o ano com déficit primário abaixo de 100 bilhões de reais em função do ingresso de recursos do leilão da cessão onerosa. Falando a um canal de televisão a cabo, Mansueto afirmou que o certame deverá render à União R$ 48 bilhões líquidos, de um total de R$ 106,6 bilhões em bônus de assinatura. O restante dos recursos será utilizado para pagamento à Petrobras após revisão do contrato de cessão onerosa, e para compartilhamento com Estados e municípios.

Se houver ágio igual ou superior a 5% na porcentagem de óleo que a empresa vencedora destinar à União, o pagamento do bônus de assinatura poderá ser parcelado, razão pela qual o governo ainda não sabe se todos esses recursos entrarão em 2019, ou metade neste ano e o restante no próximo, disse Mansueto.

O secretário disse ainda que a expectativa para 2020 é de que o governo não enfrente problema de arrecadação como neste ano, já que o principal desafio será o teto de gastos, que limita o crescimento dos gastos à inflação do ano anterior.

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