Parada militar do Dia da Vitória reúne multidão em Moscou

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Publicado quarta-feira, 24 de junho de 2020 as 14:58, por: CdB

Adiada devido à pandemia, a Parada da Vitória foi acompanhada por uma multidão em Moscou, na Rússia, nesta quarta-feira. Nesse mesmo dia, há 75 anos, decorreu a Parada dos Vitoriosos, que assinalou o fim da guerra e a derrota da Alemanha nazista.

Por Redação, com Sputnik – de Moscou

Adiada devido à pandemia, a Parada da Vitória foi acompanhada por uma multidão em Moscou, na Rússia, nesta quarta-feira. Nesse mesmo dia, há 75 anos, decorreu a Parada dos Vitoriosos, que assinalou o fim da guerra e a derrota da Alemanha nazista.

Nesta quarta na Praça Vermelha desfilaram 15 mil militares e 234 unidades de equipamento bélico
Nesta quarta na Praça Vermelha desfilaram 15 mil militares e 234 unidades de equipamento bélico

Nesta quarta na Praça Vermelha desfilaram 15 mil militares e 234 unidades de equipamento bélico. Na parte aérea do desfile, 80 aviões e helicópteros sobrevoaram em Moscou.

Os ensaios do desfile começaram em 8 de junho. Segundo o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, todos os participantes da Parada passaram por teste para o coronavírus e os espectadores cumpriram a regra do distanciamento.

Novas armas russas

Segundo um ex-militar russo, tudo foi feito não só para tornar o evento o mais semelhante possível ao que decorreu em 24 de junho de 1945, como também mostrar as inovações russas atuais.

A Parada da Vitória, foi um sucesso, comentou Viktor Baranets, coronel aposentado e colunista do jornal Komsomolskaya Pravda.

– A parada me pareceu solene, majestosa e poderosa. Não se trata de um chocalhar de armas, é uma homenagem à memória da grande vitória e dos vencedores – disse Baranets à agência russa de notícias Sputnik.

O ex-militar referiu que as tropas percorreram mais de mil quilômetros em preparação para a parada e que os soldados russos foram acompanhados por representantes de 13 países, incluindo países com tensões mútuas, tais como Índia e China ou Azerbaijão e Armênia, no que pode representar sinais de “reconciliação”.

Nisso a parada contrasta com o tom dos países ocidentais, que ele diz estarem fazendo “todo tipo de insinuações sobre quem desempenhou o papel decisivo na derrota da Alemanha nazista e seus satélites”.

– Nunca antes a nossa parada foi tão violenta e ferozmente atacada pelo Ocidente. A tendência global hoje é politizar tudo o que acontece na Rússia sob um ângulo agressivo, e essa não é a melhor forma de fomentar as relações internacionais.

– Muitos dos países convidados da OTAN viraram as costas à nossa parada – lamenta.

Armas exibidas na parada

Sobre a parada, Baranets diz que “muitos elementos desta parada repetiram a parada de 24 de junho de 1945”.

– Este elemento histórico mostrou a continuidade de gerações. Houve mais de 12 companhias (formações militares) históricas que trajaram exatamente o mesmo uniforme militar com que nossos avós e pais desfilaram em 1945, e com as mesmas armas.

– Nesta parada, a Rússia mostrou 95% das melhores armas de que dispõe o Exército russo. Nossos cientistas, engenheiros e tecnólogos foram capazes de criar os melhores tipos de armas.

Entre as novidades, o especialista destacou “o ímpar sistema múltiplo de foguetes Tornado-S, que é superior a todos os sistemas anteriores e não tem igual no mundo”. Ele é, de fato, um dos melhores sistemas do mundo, acrescentou.

– Mostramos nossas principais forças blindadas, (os) tanques T-72 e T-90 modernizados, que melhoraram significativamente suas características táticas e técnicas.

Baranets também destacou os veículos de engenharia de colocação remota de minas e os de remoção remota de minas, que seguiam atrás.

– O tanque Armata está passando por testes finais. Ninguém mais tem tais tanques.

Segundo Baranets, “não há veículo de combate igual ao Kurganets-25″, que passou pela Praça Vermelha pela primeira vez.

O especialista também comentou os sistemas de defesa antiaérea que apareceram na parada.

– Enquanto o S-400 tem quatro tubos de lançamento, o (S-350) Vityaz tem muitos canos, logo 12.

De acordo com Viktor Baranets, a arma consegue neutralizar qualquer ataque aéreo.

– É um sistema de alta tecnologia que, podemos até dizer, tem inteligência, pois é capaz de determinar os alvos prioritários para serem atingidos.

– Se falarmos de sistemas de defesa antiaérea da Rússia e de outros países, a Rússia ocupa aqui certamente o primeiro lugar”, afirma. “No setor de exportação da Rússia, os sistemas de defesa antiaérea e a aviação ocupam o primeiro lugar (…) Quase que começa uma briga para ver quem vai conseguir obter esses sistemas primeiro. Inclusive a Índia está nos pressionando para vendermos o S-400 o mais rápido possível.”

Uma das estreias da parada foi o sistema de lança-chamas pesado TOS-2 Tosochka.

– Qualquer coisa que seja atingida pelos projéteis do Tosochka se transforma em brita. O TOS-2 é uma arma para cobertura de áreas, não é uma arma de precisão.”

– Nós mostramos não só o repertório tradicional dos nossos melhores armamentos e mais poderosos, incluindo, claro, os mísseis intercontinentais Yars, mas também o aumento de novas armas, ou seja, a dinâmica de crescimento do nosso potencial de combate.