Paraguai vai às urnas com chances de vitória da esquerda

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Publicado sábado, 21 de abril de 2018 as 20:09, por: CdB

Cerca de 4,2 milhões de eleitores do Paraguai estão aptos a votar, na eleição que será supervisionada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pela União Europeia.

 

Por Redação, com agências internacionais – de Assunção

 

O Paraguai irá às urnas neste domingo (22) para eleger seu novo presidente, em uma disputa polarizada entre o governista Mario Abdo Benítez, do conservador Partido Colorado, e Efraín Alegre, do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA).

Benitez promete não ser o 'candidato dos ricos' nas eleições do Paraguai
Benitez promete não ser o ‘candidato dos ricos’ nas eleições do Paraguai

Os dois concorrem à sucessão de Horacio Cartes, que, assim como o ex-presidente Fernando Lugo, deposto por um impeachment, tentará uma vaga no Senado. As pesquisas não são unânimes ao apontar um vencedor, porém a maioria delas coloca Benítez, presidente do Senado entre 2015 e 2016, como favorito.

Pobres e Ricos

Cerca de 4,2 milhões de eleitores podem participar do pleito. A eleição, portanto, será supervisionada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pela União Europeia. Os dois candidatos principais fizeram seus últimos comícios na sexta-feira; Benítez em Itauguá, a 30 quilômetros de Assunção; e Alegre em Capiatá, também nos arredores da capital paraguaia.

— No meu governo, não vou permitir que ninguém toque o dinheiro do povo, que ninguém enriqueça com o dinheiro do povo — declarou o postulante colorado, que centrou suas promessas no combate à corrupção e à impunidade. Ao mesmo tempo, Benítez tenta se distanciar do nome do ditador Alfredo Stroessner (1954-1989).

O pai do candidato pertenceu ao círculo mais próximo do general e amealhou uma grande fortuna durante a ditadura. Por sua vez, Alegre; que lidera uma aliança com a centro-esquerda chamada “Ganhar”, se comprometeu a não ser o “presidente dos ricos”. Ele tenta colar em seu adversário a imagem de elitista.

Eleições

“Serei o presidente do povo paraguaio. Presidente dos operários, dos trabalhadores; da classe média, dos agricultores”; afirmou o dirigente liberal. Ele ja1 foi ministro de Obras Públicas do governo Lugo; entre 2008 e 2011. O ex-presidente, alvo de um impeachment em 2012; participou ativamente da campanha e mostrou confiança na vitória.

Foi justamente uma então inédita aliança entre liberais e esquerdistas que levou Lugo ao poder, em 2008. Outros oito candidatos participam das eleições, mas todos com chances quase nulas de vitória.

Há exato um ano, o PLRA encabeçou uma série de manifestações – que culminaram em uma invasão do Congresso – contra um projeto apoiado; tanto por Cartes quanto por Lugo; para permitir a reeleição no país. A pressão deu resultado, e o texto acabou rejeitado.

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