Parlamento não votará acordo revisado do Brexit nesta semana, diz gabinete da premiê

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Publicado terça-feira, 12 de fevereiro de 2019 as 11:58, por: CdB

May busca mudanças no acordo que ela fechou com o bloco no ano passado, depois de parlamentares o rejeitarem amplamente devido a preocupações com uma política de seguro que visa evitar o retorno de controles fronteiriços na ilha da Irlanda.

Por Redação, com Reuters – de Londres

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse a sua principal equipe de ministros nesta terça-feira que não pedirá ao Parlamento que vote um acordo revisado para o Brexit nesta semana, já que ela precisa de mais tempo pata negociar com a União Europeia, informou seu gabinete.

Primeira-ministra britânica, Theresa May, na residência oficial em Londres

May busca mudanças no acordo que ela fechou com o bloco no ano passado, depois de parlamentares o rejeitarem amplamente devido a preocupações com uma política de seguro que visa evitar o retorno de controles fronteiriços na ilha da Irlanda.

– Ela disse que está claro que essas discussões com a UE precisarão de um pouco mais de tempo para serem concluídas, então não vamos promover uma votação significativa nesta semana – disse um porta-voz do gabinete de May em comunicado após a reunião semanal da premiê com seus ministros.

Negociador da UE

O negociador da União Européia para o Brexit, Michel Barnier, alertou o Reino Unido na segunda-feira que o prazo para fechar um acordo de divórcio antes de o Reino Unido deixar o bloco em 29 de março é “extremamente curto”.

– Desta vez, o (prazo) que resta é extremamente curto – disse Barnier em coletiva de imprensa em Luxemburgo. “O acordo de retirada que nós concordamos com o governo de Theresa May… continua sendo a melhor maneira de garantir uma saída ordenada do Reino Unido”.

Barnier estava falando com o primeiro-ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel, que enfatizou que a responsabilidade de encontrar uma solução para o Brexit estava em Londres.

– Nós nunca pressionamos pelo Brexit, nunca exigimos o Brexit – disse Bettel. “A responsabilidade começou em Londres e ainda está em Londres.”

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