Partido Trabalhista britânico é alvo de ataque cibernético

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Publicado terça-feira, 12 de novembro de 2019 as 10:43, por: CdB

O Partido Trabalhista do Reino Unido disse nesta terça-feira que suas plataformas digitais foram alvo de um ataque cibernético.

Por Redação, com Reuters – de Londres/Bangalore

O Partido Trabalhista do Reino Unido disse nesta terça-feira que suas plataformas digitais foram alvo de um ataque cibernético de larga escala, mas que acredita que não houve nenhuma invasão de dados, semanas antes de uma eleição nacional.

Líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn
Líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn

Um porta-voz da legenda disse que o partido de oposição ao governo do premiê Boris Johnson relatou o ataque ao Centro Nacional de Segurança Cibernética e que, embora a ação tenha “desacelerado algumas de nossas atividades de campanha”, estas haviam sido retomadas na manhã desta terça-feira.

O ataque foi uma tentativa fracassada e de curta duração de tirar o site dos trabalhistas do ar, disse uma autoridade de segurança com conhecimento do assunto à agência inglesa de notícias Reuters.

Uma investigação inicial indicou que a ação não foi particularmente sofisticada, disse a autoridade. “Na verdade foi bem cotidiano, nada mais do que seria de se esperar de forma frequente”.

Os serviços de segurança britânicos alertaram para o risco de ataques cibernéticos da Rússia e de outros países, inclusive durante eleições, quando os dois principais partidos do país lançaram campanhas na Internet para direcionar suas mensagens ao público votante.

“Sofremos um ataque cibernético sofisticado e de larga escala contra nossas plataformas digitais trabalhistas”, disse o porta-voz em um comunicado.

“Adotamos ações rápidas, e estas tentativas fracassaram devido aos nossos sistemas de segurança robustos. A integridade de todas as nossas plataformas foi mantida e acreditamos que nenhuma invasão de dados ocorreu”.

O Centro Nacional de Segurança Cibernética, parte da agência de inteligência GCHQ, não estava disponível de imediato para comentar.

O Reino Unido vai às urnas no dia 12 de dezembro para uma votação que o primeiro-ministro, Boris Johnson, convocou para tentar romper o impasse da separação da União Europeia no Parlamento mais de três anos depois de o país votar a favor da desfiliação.

Twitter

O Twitter disse que facilitará a denúncia de informações enganosas sobre o processo de votação nas eleições britânicas de 12 de dezembro, menos de um mês após sua proibição global de publicidade política entrar em vigor.

O site é uma ferramenta vital para candidatos, partidos políticos e jornalistas darem notícias e estimularem o debate, mas também foi usado para espalhar notícias falsas, como vídeos manipulados, além de abusar e ameaçar indivíduos.

A empresa disse no mês passado que interromperá toda publicidade política, tornando a eleição britânica um dos primeiros grandes testes para a nova medida.

O Twitter disse que também está tomando medidas adicionais para garantir que as eleições britânicas sejam “saudáveis, abertas e seguras”.

A empresa Está lançando uma ferramenta para que as pessoas denunciem informações deliberadamente enganosas sobre o processo de votação, por exemplo, como votar ou se registrar para votar, ou informações falsas sobre a data ou hora da eleição.

“Criamos uma equipe multifuncional para as eleições no Reino Unido que protegerá de maneira proativa a integridade do debate relaciona às eleições e identificará possíveis ameaças de agentes mal-intencionados”, afirmou o Twitter.

O presidente-executivo do Twitter, Jack Dorsey, disse no mês passado que a plataforma proibirá propaganda política.

O Twitter publicará detalhes da proibição em 15 de novembro e a aplicará a partir de 22 de novembro.

Projeto secreto do Google

O Google está se aliando com uma companhia de saúde em um projeto secreto para recolhimento de informações pessoais de milhões de norte-americanos em 21 Estados dos Estados Unidos, publicou o Wall Street Journal na segunda-feira.

O Google lançou o “Projeto Nightingale” no ano passado com a companhia norte-americana Ascension, segundo o jornal, que citou fontes a par do assunto e documentos internos. Google e Ascension não comentaram o assunto de imediato.

Os dados envolvidos no Projeto Nightingale incluem resultados de laboratório, diagnósticos de médicos e registros hospitalares, entre outras categorias. As empresas pretendem formar um histórico de saúde completo com nomes de pacientes e datas de nascimento, publicou o WSJ.

A notícia foi publicada pouco depois que o Google anunciou a compra da Fitbit por US$ 2,1 bilhões, pretendendo entrar no segmento de dispositivos vestíveis e investir em sistemas digitais de saúde.

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