Partidos de oposição querem instaurar CPI da Toga sobre caso de fundação do MPF

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Publicado segunda-feira, 18 de março de 2019 as 17:51, por: CdB

Dallagnol elogiou os colegas do MPF que pediram demissão, em suposta solidariedade a ele e contra a procuradora-Geral da República (PGR), Raquel Dodge, que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação de qualquer ato do promotor de primeira instância junto ao Departamento de Estado dos EUA.

 

Por Redação – de Brasília

 

Procurador do Ministério Público Federal da IV Região, com sede em Curitiba, Deltan Dallagnol estaria prestes a pedir seu afastamento da Operação Lava Jato, após questionado sobre a legalidade de seus atos frente à fundação de direito privado que pretende gerir R$ 2,5 bilhões em recursos originários da Petrobras.

Dallagnol poderá ser afastado do cargo, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF)
Dallagnol poderá ser afastado do cargo, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF)

Dallagnol elogiou os colegas do MPF que pediram demissão, em suposta solidariedade a ele e contra a procuradora-Geral da República (PGR), Raquel Dodge, que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação de qualquer ato do promotor de primeira instância junto ao Departamento de Estado dos EUA, que tenha por base o ressarcimento dos prejuízos de investidores na Petrobras; além do fundo bilionário.

‘Golpe’

O confronto público entre a Dodge e Dallagnol, em torno da fundação da Lava Jato teria levado à saída dos procuradores Pablo Coutinho Barreto e Vitor Souza Cunha. Por ordem do STF, eles e outros integrantes do MPF envolvidos no rumoroso caso dos R$ 2,5 bilhões serão investigados pela Polícia Federal (PF).
Os procuradores da Lava-Jato que publicaram vídeos na internet conclamando a população a tomar partido no julgamento encerrado na quinta-feira, com uma derrota histórica aos procuradores, também entraram na alça de mira da PF.

Dallagnol, que lidera o grupo de promotores públicos federais no Estado do Paraná, foi chamado de ladrão de galinha em pronunciamento do ministro Gilmar Mendes, que votou contra os interesses do Ministério Público Federal da IV Região. Outro investigado será Diogo Castor, que publicou um artigo dizendo que o tribunal preparava um “golpe” contra a Lava-Jato.

Corrupção

Gilmar Mendes também criticou a fundação do MPF de Curitiba, criada para administrar o dinheiro pago pela Petrobras como forma de encerrar processos nos Estados Unidos ligados ao esquema de corrupção na estatal. Para Gilmar, a ’fundação anticorrupção’ tinha como objetivo financiar eleições futuras.

— Sabe-se lá o que podem estar fazendo com esse dinheiro — disse, durante a sessão em que o STF decidiu que a competência para julgar crimes comuns conexos a crimes eleitorais é, integralmente, da Justiça Eleitoral.

Nas investigações da Lava Jato, a maioria dos políticos começou a ser investigada na esfera federal e responde pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e caixa 2 de campanha.

— Veja essa fundação (acordo com Petrobras): R$ 2,5 bi apropriados. Seria a fundação mais poderosa do Brasil. É a corrida do ouro — concluiu.

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