Passar a boiada, lema de Bolsonaro

Arquivado em: Opinião, Últimas Notícias
Publicado segunda-feira, 7 de setembro de 2020 as 11:03, por: CdB

Esta persistência contrariaria o absurdo de deixar o governo passar a boiada sem que a opinião pública, sem que os dirigentes partidários, sem que a maioria dos deputados e senadores se revoltem contra a insensibilidade fiscalista da dupla Bolsonaro-Guedes com as aflições emergenciais do povo.

Por João Guilherme Vargas Netto – de São Paulo

As direções sindicais devem persistir na luta pelos 600 reais pagos até dezembro com todas as parcelas devidas e apostar que “mil Janones floresçam”, criando um clamor nacional favorável ao pagamento que modifique no Congresso Nacional a MP 1.000 (que corta pela metade o valor e poda os beneficiários).

Jair Bollsonaro
Jair Bollsonaro

Esta persistência contrariaria o absurdo de deixar o governo passar a boiada sem que a opinião pública, sem que os dirigentes partidários, sem que a maioria dos deputados e senadores se revoltem contra a insensibilidade fiscalista da dupla Bolsonaro-Guedes com as aflições emergenciais do povo.

A metodologia do governo

Passar a boiada é o grande lema e a metodologia do governo: passar a boiada não garantindo aumento real para o salário mínimo; passar a boiada determinando (depois de idas e vindas) que a covid-19 não é doença profissional; passar a boiada estimulando posições retrógradas do patronato nas negociações coletivas; passar a boiada criando tumulto contra a vacinação em plena espera da vacina salvadora (e a lista seria imensa…).

Contra o passar a boiada o movimento sindical persistirá em sua luta pela vida, pelo emprego e pela renda dos trabalhadores.

Na metáfora pecuarista a imunidade do rebanho deve ser a única desejável nesta angustiante situação coletiva, não a passividade das vacas de presépio nem a fatalidade dos bois de piranha.

 

João Guilherme Vargas Netto, é consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo.

 As opiniões aqui expostas não representam necessariamente a opinião do Correio do Brasil