Pastoral da Terra cobra ação enérgica contra trabalho escravo

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Publicado quarta-feira, 14 de maio de 2003 as 11:13, por: CdB

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) encaminhou documento ao presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Francisco Fausto, no qual pede “medidas enérgicas e contínuas” do Estado para deter a ação de criminosos que adotam a prática do trabalho escravo no país.

Assinado pelo coordenador da campanha da CPT contra o trabalho escravo, frei Xavier Plassat, e pelo presidente da Pastoral, dom Tomas Balduíno, o documento foi encaminhado também a autoridades do Executivo, entre os quais os ministros da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e do Trabalho, Jaques Wagner, e entidades envolvidas na campanha.

A Pastoral da Terra pede que o Ministério Público e o Judiciário se empenhem nas condenações pecuniárias e penais dos criminosos. Do governo federal, a CPT solicita demonstração de “firmeza e rigor”, com o reforço imediato dos grupos móveis de fiscalização do Ministério do Trabalho e da Polícia Federal.

No documento, a CPT pede ainda que o governo federal divulgue “o mais rápido possível” estimativas sobre a gravidade do trabalho escravo no Brasil, especialmente no sul do Pará, para tornar pública a determinação na condução das ações destinadas a erradicar o trabalho escravo.

Este ano, foram registradas 56 denúncias no Pará, envolvendo 2.316 trabalhadores. Em 2002, no mesmo período a CPT havia registrado 37 casos, com 1.484 trabalhadores.