Paulinho da Força é alvo da PF por suspeita de crime eleitoral

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Publicado terça-feira, 14 de julho de 2020 as 11:31, por: CdB

A Polícia Federal (PF) cumpriu sete mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira como parte da investigação contra o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP) por crimes eleitorais.

Por Redação, com ABr – de Brasília

A Polícia Federal (PF) cumpriu sete mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira como parte da investigação contra o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP) por crimes eleitorais. As ações foram feitas em São Paulo e Brasília, pela chamada Operação Dark Side, a primeira fase da Operação Lava Jato em conjunto com a Justiça Eleitoral.

Deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP)
Deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP)

Segundo as investigações, existem indícios de que Paulo Pereira, o Paulinho da Força Sindical, recebeu R$ 1,7 milhão em doações eleitorais não contabilizadas em 2010 e 2012. Os pagamentos foram feitos, de acordo com a PF, por meio da simulação de serviços de advogados e também em dinheiro vivo, com o apoio de doleiros. Em 2012, houve ainda, segundo a apuração policial, o repasse de dinheiro da entidade sindical ao escritório de advocacia.

As informações foram repassadas por executivos do grupo JBS em acordo de colaboração premiada com a Justiça. A quebra dos sigilos bancários e informações repassadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras reforçaram os indícios. Segundo as investigações, um dos sócios do escritório de advocacia usado para dissimular o recebimento dos recursos tem como um dos sócios o genro do parlamentar.

Crime de lavagem de dinheiro

Está sendo apurada ainda a prática do crime de lavagem de dinheiro e se houve continuidade dos crimes após 2012. Os investigados na ação desta terça-feira podem responder por falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.

Em nota, Paulinho disse que “desconhece os fatos apurados” e que soube das invesgitações “pela imprensa”. “Caso os mandados digam de fato respeito a alegado caixa dois dos anos de 2010 e 2012, a partir da delação da JBS, conforme notícias veiculadas, o deputado lamenta o ocorrido na data de hoje tendo em vista que já são passados 10 anos desde os fatos apontados, sendo que suas contas das eleições de 2010 e 2012 foram aprovadas regularmente pela Justiça Eleitoral”.

 

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