Paulinho vai presidir PDT em São Paulo

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Publicado segunda-feira, 7 de julho de 2003 as 03:58, por: CdB

Paulinho disse que a Força ”vai controlar” o diretório municipal, com a indicação do diretor do Sindicato dos Metalúrgicos Roberto Sargento

O presidente da central sindical Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, deverá ocupar a direção estadual do PDT em São Paulo. Até que isso ocorra, o presidente nacional do partido, Leonel Brizola, deve ocupar interinamente o cargo.

Esse arranjo vem em resposta à renúncia, anunciada neste sábado, das direções estadual e municipal do PDT de São Paulo que não aceitaram o lançamento da candidatura de Paulinho à Prefeitura de São Paulo.

– Caiu o gabinete do doutor Batochio por falta de governabilidade. Ninguém derrubou ninguém – afirmou Brizola, na manhã deste domingo, durante ato de filiação ao PDT de sindicalistas ligados à Força Sindical, em referência ao deputado José Roberto Batochio, que presidia o PDT estadual.

Sobre ele, Brizola disse: ”É um jurista de respeito, mas para o dia-a-dia de política não demonstrou maior experiência”.

Nesta segunda, a direção nacional do PDT fará uma reunião, em São Paulo, para escolher uma direção provisória. Paulinho disse que a Força “vai controlar” o diretório municipal, com a indicação do diretor do Sindicato dos Metalúrgicos Roberto Sargento.

Brizola será o presidente provisório do PDT estadual. “A tendência é preparar Paulinho para a direção do partido”, explicou Brizola.

De volta ao PDT há 29 dias, já que foi filiado ao partido entre 83 e 93, quando se transferiu para o PTB, Paulinho promoveu, ontem de manhã, um grande ato de filiação de sindicalistas e líderes comunitários ao PDT. Mais de mil pessoas compareceram ao ato às 9h, em frente à entrada principal da Assembléia Legislativa paulista.

Dezenas de ônibus trouxeram centenas de mulheres, jovens e crianças da periferia da cidade. Antes de se posicionarem para ouvir os discursos, todos foram convidados a tomar um lanche – pão com queijo e presunto e refrigerante.

Partido pouco expressivo no Estado, o PDT reuniu um deputado federal, alguns estaduais, e poucos prefeitos e vereadores. Mas sindicalistas de peso, como os Metalúrgicos de São Paulo e dos Trabalhadores da Construção Civil, assinaram fichas de filiação.

Em seu discurso, Brizola criticou duramente o governo Lula, mas fez ressalvas. ”Eles estão no governo. Tem de dar conta do recado. E nós não queremos que eles fracassem”, disse.