Pazuello vê sua carreira chegar ao fim em meio a processos em série e até uma CPI

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Publicado quinta-feira, 15 de abril de 2021 as 16:52, por: CdB

A gestão de Pazuello, fiel a Jair Bolsonaro, deverá também ser alvo de punição a ser proposta pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Os motivos se assemelham, como a omissão da do Ministério da Saúde que levou ao agravamento da crise sanitária.

Por Redação, com BdF – de Brasília

Dono de uma carreira estável no Exército Brasileiro, o general Eduardo Pazuello viu seu currículo passar por uma transformação negativa sem precedentes desde que assumiu o Ministério da Saúde, no ano passado, por ordem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Dessa vez, o Ministério Público Federal (MPF) o acionou por improbidade administrativa por uma série de omissões durante a pandemia.

Eduardo Pazuello, assumirá interinamente o comando do ministério, substituindo Nelson Teich
O general Eduardo Pazuello assumiu, interinamente, o comando do ministério, substituindo Nelson Teich, e desde então a vida dele se complicou muito

A gestão de Pazuello, fiel a Jair Bolsonaro, deverá também ser alvo de punição a ser proposta pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Os motivos se assemelham, como a omissão da do Ministério da Saúde que levou ao agravamento da crise sanitária do novo coronavírus e ao colapso dos sistemas de saúde.

E, consequentemente, à explosão de casos de covid-19 e de mortes. Os processos contra a gestão Pazuello fornecem elementos afetarão também o governo de Jair Bolsonaro na CPI da covid-19, prestes a ser instalada no Senado.

Medicamentos

De acordo com o ministro Benjamin Zymler, do TCU, o Ministério da Saúde se eximiu da responsabilidade de liderar o combate ao coronavírus. A gestão Pazuello, nas visão de Zimler, mudou o plano de ação do ministério na pandemia. E excluiu o governo federal de gerenciamento de estoques de medicamentos, insumos e testes.

“Em vez de expandir as ações para a assunção da centralidade da assistência farmacêutica e garantia de insumos necessários, o ministério excluiu, por meio de regulamento, as suas responsabilidades”, afirmou o ministro do Tribunal de Contas. O TCU é um órgão fiscalizador vinculado ao Poder Legislativo.

Por sua vez, o Ministério Público denunciou Pazuello à Justiça Federal, e as razões são várias. Entre elas, morosidade em agir em relação ao colapso no Amazonas e falta de monitoramento e providência em relação a falta de oxigênio. A gestão Pazuello é acusada também de demorar para agir na transferência de pacientes à espera de leitos.

Escudeiro

Para piorar, além de não liderar a promoção de medidas de apoio ao isolamento social, fez campanhas para uso de medicamentos ineficazes e para aplicação de tratamento precoce.

Além de Pazuello, o MPF acionou também o secretário estadual de Saúde do Amazonas, Marcellus Campelo, por omissão no colapso hospitalar em Manaus. O processo afetará também três secretários do Ministério da Saúde e o coordenador do Comitê de Crise do Amazonas.

As marcas da improbidade administrativa da gestão Pazuello compõem farto repertório para convocações à CPI da Covid-19. O general, porém, agiu como escudeiro da política genocida da qual é acusado governo de Jair Bolsonaro. Afinal, a longevidade de Pazuello no ministério indica que o general não atuou sem a anuência do ex-capitão que ocupa o cargo de presidente da República.