Pedido de CPI do MEC avança no Senado, após prisão de ex-ministro

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Publicado quarta-feira, 22 de junho de 2022 as 15:57, por: CdB

“Aos interessados quero lembrar que faltam apenas duas assinaturas para pedirmos a CPI do MEC. Por tudo que conseguimos apurar através da Comissão de Educação do Senado, o #BolsolaodoMEC é ainda maior do que parece. Tem que prender quem manda também!’, escreveu Randolfe em sua conta no Twitter.

Por Redação – de Brasília

A ocorrência de casos de corrupção no governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) está na mira do Congresso. Após a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, na manhã desta quarta-feira os parlamentares se mobilizam e ampliam a disputa por assinaturas para a instalação da CPI do MEC proposta em março.

Randolfe Rodrigues
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) reúne apoio para apurar corrupção no governo Bolsonaro

Autor de um requerimento para apurar denúncias de irregularidades no ministério, que levou à prisão de Ribeiro, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) voltou a trabalhar para reunir as duas assinaturas das 27 necessárias para instalar a comissão.

Presidente da Comissão de Educação, o senador Marcelo Castro (MDB-PI) se comprometeu a assinar. Outros nomes comprometidos, como Flávio Arns (Podemos-PR) e Otto Alencar (PSD-BA) também se comprometeram.

Corrupção

“É compreensível agora porque o governo Bolsonaro se esforçou tanto para retirar assinaturas da CPI do MEC. Ainda em abril, nós precisávamos apenas de mais duas. Agora sabemos a razão! O Bolsolão do MEC já é o maior escândalo de corrupção da história!’, escreveu Randolfe

O senador reforçou a sensibilização aos senadores.

“Aos interessados quero lembrar que faltam apenas duas assinaturas para pedirmos a CPI do MEC. Por tudo que conseguimos apurar através da Comissão de Educação do Senado, o #BolsolaodoMEC é ainda maior do que parece. Tem que prender quem manda também!’, escreveu Randolfe em sua conta no Twitter.

Lobistas

Em outra publicação, Randolfe lembrou live do presidente Jair Bolsonaro (PL), que afirma não haver corrupção em seu governo, dizer que colocaria a “cara no fogo” por Milton Ribeiro.

Na operação da PF foi preso também o pastor Gilmar Santos. Outro ligado ao esquema, Arilton Moura, tem ordem de prisão. Ambos são ligados ao presidente Bolsonaro e apontados como lobistas que atuavam no MEC.

Um “gabinete paralelo” formado pelos pastores, que mesmo sem um vínculo formal com o MEC, controlavam a agenda da pasta e do então ministro Milton Ribeiro. Ambos viajavam em voos da FAB, intermediavam acordos com prefeituras e empresários, discutiam prioridades da pasta e a destinação das verbas públicas.

Vem mais aí

Pré-candidato ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub (PMB) afirmou que novos casos de corrupção envolvendo o Ministério da Educação devem aparecer mesmo com a prisão do também ex-ministro Milton Ribeiro e dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos.

— O Milton Ribeiro saiu e a turma toda ficou. Então, eles continuam atuando. Tem muito mais coisas acontecendo no MEC e em algum momento vai acontecer. Eu vi como é a sanha do pessoal, o pessoal é desesperado — disse Weintraub a jornalistas.

Ainda segundo Weintraub, “a equipe que gerou todo esse caroço continua lá. Os desgastes vão continuar, vão aparecer mais coisas. E, se não aparecer agora, vai aparecer ano que vem. O pessoal está trabalhando, todo dia acorda e vai trabalhar. E gente errada trabalhando faz coisa errada”, conclui Weintraub.

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