Permanência de Aécio no PSDB apressa o esvaziamento do ninho tucano

Arquivado em: Política, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 22 de agosto de 2019 as 13:37, por: CdB

O nível interno de desassossego mede-se nas declarações do presidente do diretório municipal de São Paulo do PSDB, Fernando Alfredo, à mídia paulistana.

Por Redação – de São Paulo

Enfraquecido após a derrota na última eleição presidencial, o PSDB segue em direção ao vazio. A desidratação da legenda, que se inicia após a decisão de manter, no mesmo ninho, os deputados Aécio Neves (MG) e Alexandre Frota (SP). O primeiro escapou da expulsão. E o segundo, expulso do PSL, pousou entre os tucanos disposto a acompanhar o governador paulista, João Doria, na tentativa de suceder o ex-amigo, hoje desafeto, Jair Bolsonaro.

Na quarta-feira, a Executiva Nacional do PSDB decidiu arquivar dois pedidos de expulsão do partido do deputado mineiro

O nível interno de desassossego mede-se nas declarações do presidente do diretório municipal de São Paulo do PSDB, Fernando Alfredo, à mídia paulistana. Ele disse ao diário conservador Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira, que a decisão de rejeitar a expulsão de Aécio Neves é o mesmo que “passaram a mão na cabeça de criminoso”.

— O Aécio f… com a gente quando começaram a cair sobre ele as acusações e ele não se afastou, não se licenciou, e ficou ali no partido alimentando essa questão. Não tenho dúvidas de que ele vai ser preso. As acusações contra ele são contundentes. Ele foi pego em gravação (ao pedir R$ 2 milhões a Joesley Batista). Está nesse monte de rolo e eles acham que é santo — desabafa Alfredo.

Processo

Na noite passada, a Executiva Nacional do PSDB decidiu arquivar dois pedidos de expulsão do partido do deputado mineiro. Um dos pedidos foi apresentado pelo diretório do PSDB na cidade de São Paulo. O outro, pelo diretório do partido no Estado de São Paulo.

Aécio continua a negar todas as acusações. O advogado dele, Alberto Zacharias Toron, sustenta que o deputado seria vítima da “ação criminosa de Joesley Batista”. Neves responde a uma ação apresentada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Em abril de 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu a denúncia e o tornou réu.

Na época em que a denúncia foi aceita Aécio era senador, por isso o processo foi analisado pelo Supremo. Como ele foi eleito deputado federal no ano passado, o processo foi enviado à primeira instância, já que apura fatos que não têm relação com seu atual mandato.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *