Pesquisa aponta mais de 10 milhões de votos antecipados em eleição dos EUA

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Publicado terça-feira, 13 de outubro de 2020 as 12:50, por: CdB

Os eleitores norte-americanos já depositaram mais de 10 milhões de votos para a eleição presidencial de 3 de novembro, superando consideravelmente a votação antecipada de 2016 e levando a crer em uma grande participação, de acordo com dados compilados pelo Projeto Eleições dos EUA.

Por Redação, com Reuters – de Washington

Os eleitores norte-americanos já depositaram mais de 10 milhões de votos para a eleição presidencial de 3 de novembro, superando consideravelmente a votação antecipada de 2016 e levando a crer em uma grande participação, de acordo com dados compilados pelo Projeto Eleições dos EUA.

Pessoas fazem fila para votação antecipada em Houston, Texas
Pessoas fazem fila para votação antecipada em Houston, Texas

O aumento da votação antecipada ocorre em meio à pandemia do novo coronavírus que motivou uma disparada de votos antecipados presenciais e pelo correio, particularmente entre democratas.

O presidente republicano Donald Trump tem procurado plantar desconfiança a respeito da votação pelo correio, fazendo alegações infundadas recorrentes sobre uma fraude generalizada antes de sua disputa com o candidato democrata Joe Biden.

Até a noite de quinta-feira, quase 10,4 milhões de norte-americanos haviam votado em Estados que relatam dados da votação antecipada, de acordo com o instrumento de informações eleitorais da Universidade da Flórida.

Votos

Para comparar, até 16 de outubro de 2016 cerca de 1,4 milhão de norte-americanos havia votado antecipadamente.

O número de votos depositados em cinco Estados, Minnesota, Dakota, do Sul, Vermont, Virgínia e Wisconsin, já superou em 20% o comparecimento total de 2016, disse o Projeto Eleições.

Trump e Biden visitam Pensilvânia e Flórida

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viajou nesta terça-feira à Pensilvânia para seu segundo comício de campanha desde que teve covid-19, e o rival democrata Joe Biden está seguindo para a Flórida agora que a batalha pela Casa Branca se concentra em dois dos maiores Estados-chave.

Trump voltou a fazer campanha pela primeira vez desde que revelou que tinha coronavírus na noite de segunda-feira na Flórida. Ele atirou máscaras aos apoiadores, mas não usou uma enquanto falou sobre sua recuperação.

– Já passei por isso. Dizem que sou imune. Sinto-me muito poderoso  – disse ele aos espectadores que se comprimiam ombro a ombro, a maioria sem usar máscaras. “Beijarei todos nessa plateia, beijarei os rapazes e as mulheres bonitas, eu lhes darei um beijão.”

O comício ocorreu horas depois de a Casa Branca dizer que Trump teve exames negativos de covid-19 em dias consecutivos e que não está infeccioso.

Foram os primeiros exames negativos anunciados pela Casa Branca desde que Trump disse, no dia 2 de outubro, que havia contraído o vírus. Em um memorando, o médico Sean Conley não disse quando os exames foram realizados.

Biden tem criticado a maneira como Trump lida com a pandemia. Trump trabalha furiosamente há meses para desviar a atenção pública do coronavírus, que já infectou mais de 7,8 milhões de pessoas no país, matou mais de 214 mil e tirou o emprego de milhões.

Mas a doença de Trump direcionou o foco da reta final da campanha totalmente em sua reação ao coronavírus, e pesquisas de opinião mostram Trump perdendo mais terreno para Biden à medida que os dois postulantes à Casa Branca se aproximam da eleição de 3 de novembro.