Pesquisa do BC antecipa que inflação será alta em 2022

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Publicado segunda-feira, 16 de agosto de 2021 as 17:08, por: CdB

Esta é a quarta semana consecutiva em que as projeções do mercado aumentaram. Os índices constam do Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira. O documento é uma compilação das projeções do mercado para os principais indicadores da economia brasileira.

Por Redação – de Brasília

Ao admitir que os índices de inflação para este ano estão, irreparavelmente, acima do teto, o Banco Central (BC) já começa a ver as projeções do mercado financeiro para o IPCA – o índice oficial de preços – se distanciarem também do alvo para 2022. Em meio aos choques mais recentes de preços, o índice calculado pelos economistas de bancos e corretoras para o próximo ano já está em 3,90%, acima dos 3,50% do centro da meta do BC.

Idoso observa, ao fundo, o prédio do Banco Central em Brasília, onde são finalizados os cálculos sobre a inflação para a Terceira Idade
Idoso observa, ao fundo, o prédio do Banco Central em Brasília, onde são finalizados os cálculos sobre a inflação para a Terceira Idade

Esta é a quarta semana consecutiva em que as projeções do mercado aumentaram. Os índices constam do Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira. O documento é uma compilação das projeções do mercado para os principais indicadores da economia brasileira. Apesar de os economistas já calcularem uma inflação de 3,90% para o próximo ano, o BC manteve, na semana passada, a projeção de que o IPCA será de apenas 3,50% – exatamente o centro da meta a ser atingida pela instituição.

Longo prazo

Este aparente descompasso entre as projeções do BC e do mercado financeiro surge na esteira de erros recorrentes da própria autarquia ao projetar a inflação de curto prazo no Brasil nos últimos meses. Desde o início do segundo semestre de 2020, quando a alta das commodities no mercado internacional passou a impulsionar os preços de alimentos no Brasil, o BC vem errando seguidamente, para baixo, suas projeções de inflação de curto prazo.

De julho de 2020 a julho de 2021, o BC subestimou a inflação em suas projeções em 9 dos 13 meses considerados. No episódio mais recente, calculou uma inflação de apenas 0,39% em julho, enquanto o IBGE revelou uma taxa de 0,96% – mais que o dobro – na semana passada.

Em eventos públicos também na semana passada, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e o diretor de Política Monetária, Bruno Serra, reconheceram que a instituição se surpreendeu com a inflação de curto prazo mais recentemente. De acordo com Campos Neto, existe hoje um processo de revisão de expectativas de curto prazo que começou a contaminar o longo prazo.

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