Pesquisa diz que novo iPhone não deve causar impacto na China

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Publicado quinta-feira, 16 de abril de 2020 as 12:35, por: CdB

O novo iPhone SE não deve ser um dos principais impulsionadores de vendas da Apple na China, indica uma pesquisa do site de mídia social Weibo divulgada nesta quinta-feira.

Por Redação, com Reuters – de Xangai/Washington 

O novo iPhone SE não deve ser um dos principais impulsionadores de vendas da Apple na China, indica uma pesquisa do site de mídia social Weibo divulgada nesta quinta-feira, com analistas citando a falta de conectividade 5G do aparelho lançado na véspera.

O novo iPhone SE não deve ser um dos principais impulsionadores de vendas da Apple na China
O novo iPhone SE não deve ser um dos principais impulsionadores de vendas da Apple na China

A pesquisa da Weibo apontou que 60% dos cerca de 350 mil participantes disseram que não comprarão o novo modelo, que custa US$ 399 e é o iPhone mais barato da linha. Cerca de 20% afirmaram que comprarão o produto e o restante afirmou que vai considerar uma eventual compra.

Embora os entrevistados não tenham sido questionados sobre os motivos de suas escolhas na pesquisa, muitos comentaram que ficarão interessados no produto se o preço for menor.

“Se você não comprar e eu não comprar, amanhã o preço cairá outros 200 iuans (U$ 28)”, disse um usuário do Weibo cujo comentário obteve mais de 10 mil curtidas.

A participação de mercado da Apple na China, o terceiro maior mercado da companhia, representando cerca de 15% de suas vendas, encolheu nos últimos anos, à medida que as marcas chinesas que usam Android lançam cada vez mais telefones de última geração.

A recepção do iPhone

A recepção do iPhone SE foi igualmente abafada na Europa, onde quase 1 milhão de pessoas contraíram o coronavírus e muitos países fecharam lojas ou mandaram as pessoas ficarem em casa.

Apesar do cenário pouco favorável, o novo dispositivo da Apple oferecerá a donos de modelos mais antigos da marca um forma de acesso a componentes eletrônicos mais novos, disse uma analista do setor.

– São pessoas que mantêm seus telefones por quatro ou cinco anos, até que quebrem ou a bateria acabe – disse Annette Zimmermann, da consultoria Gartner.

Apple e Google

Google e Apple terão que convencer o público que qualquer tecnologia de monitoramento de contato criada para acompanhar quem foi exposto ao novo coronavírus não vai levar a uma violação da privacidade, afirmou o senador norte-americano Richard Blumenthal na quarta-feira.

– Apple e Google têm que fazer muito trabalho para convencerem um público que tem toda a razão de estar cético sobre a seriedade das empresas sobre privacidade e segurança em seus esforços para monitoramento dos usuários (de telefones celulares) – afirmou o senador.

Um dos problemas para a reabertura das economias atingidas pela pandemia de covid-19 é encontrar formas de se identificar quem foi infectado, de modo que as autoridades de saúde possam controlar o reaparecimento da doença.

Desenvolvimento de ferramentas

Os trabalhos para o desenvolvimento de ferramentas de monitoramento receberam um impulso recentemente, quando Google e Apple afirmaram estarem colaborando para a criação de tecnologia capaz de identificar e contatar pessoas que tiveram contato com outras infectadas.

– Eu quero saber com urgência como Apple e Google vão assegurar que a privacidade dos consumidores será equilibrada com as necessidades legítimas das autoridades de saúde pública durante a pandemia de coronavírus – disse Blumenthal, que tem sido bastante crítico sobre questões de violação de privacidade criadas por grandes empresas de tecnologia.

– Uma crise de saúde pública não pode ser pretexto para abrir caminho sobre nossas leis de privacidade ou para legitimar a intrusiva coleta de dados sobre a vida pessoal dos americanos feita por estas companhias – disse o senador.

Apple e Google planejam lançar em maio as ferramentas de software a serem usadas por aplicativos de monitoramento que ambas as empresas e autoridades de saúde aprovarem.

Google e Apple não se manifestaram sobre os comentários de Blumenthal, mas citaram um comunicado conjunto que “privacidade, transparência e consentimento têm a mais alta importância”.

As empresas afirmam que a tecnologia não vai acompanhar os locais visitados pelos usuários de seus celulares, mas sim as interações deles e que estas interaçoes serão registradas de maneira anônima e que este monitoramento não será monetizado.