Pesquisadores conseguem ler cartas do século XVII sem abri-las usando nova tecnologia

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Publicado terça-feira, 2 de março de 2021 as 13:42, por: CdB

O museu postal de Haia, Países Baixos, possui a mala do chefe dos correios Simon de Brienne, com 2,6 mil cartas seladas. De 1680 a 1706 Brienne guardou cartas enviadas a Haia de toda a Europa, mas que por algum motivo não foram entregues a seus destinatários.

Por Redação, com Sputnik – de Londres

Usando o método de microtomografia de raios X, cientistas conseguiram ler cartas fechadas do Renascimento sem as abrir nem danificar.

Cientistas conseguem ler cartas do século XVII sem abri-las usando nova tecnologia

Antes da invenção do envelope, a confidencialidade das cartas era assegurada com selos em lacre e dobramento complexo da carta, então apenas era possível abri-las rasgando a mensagem.

O museu postal de Haia, Países Baixos, possui a mala do chefe dos correios Simon de Brienne, com 2,6 mil cartas seladas. De 1680 a 1706 Brienne guardou cartas enviadas a Haia de toda a Europa, mas que por algum motivo não foram entregues a seus destinatários.

Cientistas dos EUA, Reino Unido e Países Baixos escanearam algumas das cartas fechadas e depois as “abriram” virtualmente. Seu escaneamento foi feito com um scanner de raios X, originalmente projetado para odontologia, segundo estudo publicado na revista Nature Communications.

A alta sensibilidade do scanner

A alta sensibilidade do scanner permitiu identificar vestígios de tinta no papel. Os pacotes postais foram primeiramente escaneados para produzir sua reconstrução em 3D. Depois um aplicativo de computador, desenvolvido especificamente para isso, identificou e separou as camadas das cartas dobradas.

O algoritmo permitiu aos cientistas não apenas ler as cartas fechadas, mas também recriar o processo de dobramento das cartas, um dos enigmas dos antigos métodos de segurança da informação.

Por exemplo, uma das cartas, datada de 31 de julho de 1697, contém um pedido de Jacques Sennacques a seu primo Pierre Le Pers, comerciante francês em Haia, para certificar uma cópia de notificação da morte de alguém chamado Daniel Le Pers.