Pesquisadores descobrem como converter objetos opacos em ‘invisíveis’

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Publicado quinta-feira, 15 de abril de 2021 as 13:28, por: CdB

Cientistas descobriram em experimento que é possível construir feixes de luz “indestrutíveis” que praticamente não se alteram ao atravessarem um meio, apenas se tornam fracos.

Por Redação, com Sputnik – de Viena

Cientistas descobriram em experimento que é possível construir feixes de luz “indestrutíveis” que praticamente não se alteram ao atravessarem um meio, apenas se tornam fracos.

Feixe de luz passa por meio desordenado e projeta a mesma imagem no detector que seria identificada sem o meio

Um grupo de pesquisadores criou ondas de luz especiais que podem penetrar até mesmo em materiais opacos, como se estes nem sequer estivessem ali, segundo o estudo publicado na revista Nature Photonics.

Os cientistas da Universidade de Utrecht, nos Países Baixos, e da Universidade Técnica de Viena, na Áustria, descobriram que é possível construir feixes de luz “indestrutíveis” que praticamente não se alteram quando atravessam um meio, mas que apenas se tornam fracos, sendo capazes de se manterem “invariantes à dispersão”.

As ondas de luz

As ondas de luz podem ser formadas em inúmeras formas diferentes. Cada um destes padrões de onda de luz “muda e se desvia de uma maneira muito específica, quando enviado através de um meio desordenado”, explicou o professor, Stefan Rotter, do Instituo de Física Teórica da Universidade Técnica de Viena.

Em seu experimento, os cientistas usaram uma camada de pó de óxido de zinco opaco para calcular exatamente como a luz é dispersada por este material, e como teria acontecido se a poeira não estivesse presente.

– Como conseguimos mostrar, existe uma classe muito específica de ondas de luz, que são os modos de luz invariantes de dispersão, os quais produzem exatamente o mesmo padrão de onda no detector, independentemente se a onda de luz só foi enviada através do ar ou se tinha que penetrar na complicada camada de óxido de zinco – afirmou Rotter.

– No experimento, vimos que o óxido de zinco na verdade não altera a forma destas ondas de luz de jeito nenhum, ela simplesmente enfraquece um pouco no geral – acrescentou o professor Allard Mosk, da Universidade de Utrecht.

Os resultados do estudo podem ser interessantes para experimentos biológicos, por exemplo, onde se pretende introduzir luz em pontos muito específicos para observar o interior das células.